
Lula e Donald Trump na Casa Branca
Ricardo Stuckert/PR
A avaliação do governo do Brasil é que ainda há margem para negociação após a conclusão da investigação do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), que sugeriu a aplicação de uma tarifa de 25% sobre os produtos brasileiros.
O prazo para que os Estados Unidos decidam se vão aplicar o percentual de 25% se encerra em 15 de julho. Ao contrário da designação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho, o Ministério da Indústria e Comércio e o Palácio do Planalto já esperavam a recomendação de sobretaxa.
O clima entre as autoridades brasileiras, portanto, é de cautela, mas com pitadas de tranquilidade, como definiu um diplomata com acesso direto às negociações.
O diálogo com os Estados Unidos é bom. O vice-presidente Geraldo Alckmin tem conversado frequentemente com Jamieson Greer - seis vezes desde o final de abril até agora -, e inicialmente, embaixadores afirmam que "o que foi colocado na mesa é o teto, agora começam as rodadas de negociação".
Há pontos colocados na mesa tratados pelo Ministério das Relações Exteriores como "absurdos", como um suposto favorecimento do Brasil ao México e Índia. Isso, na avaliação do itamaraty, "é desconhecimento dos eua das relações normais do br com outros países", e será "facilmente explicado".
Um ministro disse à reportagem que “os Estados Unidos misturam aspectos técnicos e ideológicos em uma discussão que deveria ser totalmente técnica”.
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