
PCC
Estadão Conteúdo
Pesquisa do instituto AtlasIntel divulgada nesta quarta-feira (3), mostra que 53,1% dos brasileiros aprovam a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, por parte dos Estados Unidos.
Já os que rejeitam a medida são 44,7%. Outros 2,2% não souberam responder. A AtlasIntel ouviu 1.273 pessoas entre os dias 30 de maio e 3 de junho através de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de três pontos percentuais e o índice de confiabilidade é de 95%.
O levantamento mostra também que 47,7% acham que a medida dos Estados Unidos é um risco para a soberania nacional, enquanto 49,4% afirmam que ela agride a soberania nacional.
Outros 7,3% afirmam que a medida, anunciada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos na última quinta-feira (28) é meramente simbólica. Há também 29,6% dos brasileiros que afirmam que a classificação não terá um impacto relevante no Brasil.
Para outros 26,8%, a classificação vai melhorar significativamente a segurança pública brasileira. Os que acham que terá uma piora significativa são 17,2%. Outros 17,1% acreditam que haverá uma pequena melhora, e 6,2% creem em uma pequena piora. Outros 3,1% não souberam responder.
Organizações terroristas
O Departamento de Estado dos EUA anunciou na semana passada a designação do PCC e do CV como organizações terroristas. O governo americano também informou a intenção de classificar ambas as facções como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs) a partir da próxima sexta-feira (5).
O CV e o PCC são descritos pelo governo de Donald Trump como duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil. Segundo o comunicado oficial, juntas, as facções comandam milhares de membros e têm sido responsáveis por ataques brutais contra policiais, autoridades públicas e civis brasileiros.
O Departamento de Estado afirma ainda que a influência e as redes ilícitas dos dois grupos ultrapassam as fronteiras brasileiras, alcançando outros países da região e os próprios Estados Unidos.
A medida é anunciada dois dias depois da visita de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Casa Branca. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que havia pedido a Trump para que as facções fossem designadas como grupos terroristas.
"Enquanto o Lula vai de joelhos implorando para o presidente Trump não considerar facções criminosas como terroristas, eu faço o contrário. E foi isso que eu pedi", afirmou Flávio após o encontro na Casa Branca.
Com Estadão Conteúdo
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