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CPI do Crime Organizado articula ‘sessão secreta’ para ouvir ex de Vorcaro

CAIÃ MESSINA

18/03/2026 • 15:53 • Atualizado em 18/03/2026 • 15:53

Bastidores de Brasília
Martha Graeff, ex-namorada de Daniel Vorcaro

Martha Graeff, ex-namorada de Daniel Vorcaro

@marthagraeff/Reprodução

A CPI do Crime Organizado busca alternativas para garantir o depoimento de Martha Graeff, ex-namorada do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Parlamentares da comissão já foram informados de que a probabilidade de ela comparecer espontaneamente, mesmo após a convocação oficial, é baixa.

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Para viabilizar a oitiva, congressistas articulam a realização de uma sessão secreta, que poderia ocorrer de forma presencial ou por videoconferência. O formato reservado visa oferecer segurança e sigilo à depoente, permitindo que informações sensíveis sejam compartilhadas sem exposição pública imediata.

Foco nos bens no exterior e relações políticas

O interesse dos senadores no depoimento de Martha Graeff é estratégico para o avanço das investigações sobre o Banco Master. Existem dois eixos centrais que a comissão pretende aprofundar:

  • Patrimônio Oculto: os parlamentares querem saber se existem bens e ativos de Daniel Vorcaro no exterior que ainda não foram identificados pelas autoridades brasileiras;
  • Conexões em Brasília: a CPI busca detalhes sobre as relações políticas do banqueiro com autoridades de alto escalão nos Três Poderes, mapeando o trânsito de Vorcaro nos círculos de influência da capital.

A estratégia da sessão secreta é vista como um caminho para destravar o acesso a informações que podem complementar o material já colhido pela Polícia Federal no inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).

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