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Relatório final da CPMI do INSS indiciará três e deixa Lulinha de fora

Relatório aponta senador e deputados federais como operadores e beneficiários de esquema de descontos ilegais e pagamento de vantagens indevidas

Thayane Melo
THAYANE MELO

26/03/2026 • 20:53 • Atualizado em 26/03/2026 • 20:53

Bastidores de Brasília
CPMI do INSS pede indiciamento de parlamentares por esquema de propina

CPMI do INSS pede indiciamento de parlamentares por esquema de propina

Carlos Moura/Agência Senado

O relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, com leitura programada para esta sexta-feira (27), formaliza o pedido de indiciamento de três congressistas. O documento aponta o envolvimento direto do senador Weverton Rocha (PDT) e dos deputados federais Euclydes Pettersen (Republicanos) e Maria Gorete Pereira (MDB) em um esquema de corrupção que operava dentro da autarquia previdenciária.

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As investigações, subsidiadas por dados da Polícia Federal, detalham diferentes níveis de participação dos parlamentares. O senador Weverton Rocha é apontado como sócio oculto e líder das movimentações financeiras de um dos principais articuladores do grupo, conhecido como "Careca do INSS".

De acordo com o relatório, o parlamentar exercia papel central na gestão dos recursos movimentados pelo esquema.

Atuações políticas e operacionais

O documento da CPMI também detalha a conduta dos deputados federais indiciados:

  • Maria Gorete Pereira (MDB): É identificada como integrante do núcleo político e operacional. Sua função envolveria a articulação de associações utilizadas para viabilizar descontos ilegais em benefícios previdenciários.
  • Euclydes Pettersen (Republicanos): O relatório indica que o deputado teria recebido mais de R$ 14 milhões em propina. Os repasses teriam ocorrido por meio de pagamentos mensais realizados por empresas ligadas ao ex-procurador-geral do INSS, Cícero Marcelino.

Ausência de indiciamento

Apesar da pressão de congressistas da oposição, o relatório não incluiu o nome de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, entre os indiciados. A comissão concluiu que não foi possível confirmar as suspeitas de ligação direta entre ele e o operador do esquema.

As mensagens interceptadas de Antonio Carlos Camilo Antunes mencionavam pagamentos de "mesada" e viagens de luxo para um indivíduo referido como "filho do rapaz". No entanto, os investigadores da CPMI ressaltaram que as diligências não foram suficientes para comprovar que o termo se referia a Lulinha, o que motivou a sua exclusão da lista final de pedidos de indiciamento.

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