
INSS
Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
A delação de Maurício Camisotti, acusado de envolvimento em um esquema de fraude contra aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), será refeita. O processo será tocado desde o início novamente e não tem prazo para ser concluído.
O acordo, feito inicialmente apenas com a Polícia Federal, agora será feito também com o parecer da Procuradoria-Geral da União (PGR), antes de ser encaminhado para validação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça.
A PGR já tinha alertado, em fevereiro, que a delação só com a PF poderia não ter validade jurídica. Agora, com a inclusão do órgão no processo, depoimentos já realizados poderão ser refeitos e cláusulas do processo poderão ser renegociadas.
O empresário é apontado como um dos principais operadores de um esquema de fraude no INSS. Ele fechou o primeiro a fechar acordo de colaboração no âmbito dessa operação.
Caso a colaboração seja homologada pela Justiça, Camisotti poderá ser beneficiado com a progressão para o regime de prisão domiciliar, dependendo do cumprimento das cláusulas estabelecidas no acordo.
