O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta semana a lei que torna obrigatória a educação cidadã e política na grade curricular das escolas brasileiras. O projeto de lei, de autoria da deputada federal Renata Abreu (Podemos-SP), passou 11 anos em tramitação no Congresso Nacional.
Em entrevista ao Jornal BandNews, a deputada federal celebrou a sanção como um marco fundamental para a formação de crianças e jovens. Para a parlamentar, a iniciativa vai além do ensino partidário e foca na compreensão do papel das instituições e no exercício da cidadania.
"Alguém vai ser eleito e esse alguém vai decidir a sua vida. Você pode não gostar de política, mas são os políticos que estão decidindo o seu futuro", reforçou a deputada ao destacar a importância de conscientizar os estudantes sobre o impacto direto das decisões políticas em seus futuros, afastando a ideia de que a política é um tema distante ou inútil.
“Nós precisamos criar consciência política no nosso povo. Só eles [os cidadãos] podem mudar o futuro. Se tem político ruim, quem elegeu foram eles mesmos”, afirmou Renata Abreu.
A nova disciplina deve passar por regulamentação conjunta do Ministério da Educação (MEC) e do Conselho Nacional de Educação, órgãos que definirão os conteúdos programáticos. Segundo a deputada, a expectativa é que a implementação efetiva nas escolas ocorra até meados do próximo ano.
Além da estrutura dos três poderes e do sistema eleitoral, a parlamentar defende que a disciplina também abarque temas essenciais para o cotidiano, como matemática financeira, primeiros socorros e noções de empreendedorismo. O objetivo central, segundo Abreu, é criar um legado de cidadania que prepare o jovem não apenas para as provas, mas para ser um agente transformador da sociedade brasileira.
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