Band Política

Direita teme educação porque sabe que é onde nasce a consciência, diz Lula

Presidente afirmou que a extrema-direita não tolera a autonomia das universidades, quer calar professores e estudantes e coibir a diversidade

Da redação
DA REDAÇÃO

25/05/2026 • 14:47 • Atualizado em 25/05/2026 • 15:19

Lula durante o 1º Fórum de Reitores Brasil-África, em 25 de maio de 2025

Lula durante o 1º Fórum de Reitores Brasil-África, em 25 de maio de 2025

Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, nesta segunda-feira (25), que a extrema-direita teme a educação “porque sabe que é onde nasce a consciência”. A declaração foi feita durante o 1º Fórum de Reitores Brasil- África, em Brasília.

Compartilhar

Além disso, o petista afirmou que a direita não tolera a autonomia das universidades, quer calar professores e estudantes, e coibir a diversidade.

“A educação é ferramenta para a superação de todos esses desafios. Por isso, em várias partes do mundo, a extrema direita não tolera a autonomia das universidades. Querem calar professores e estudantes e coibir a diversidade. Negam a ciência, censuram as artes e transformam as salas de aula em instrumento de dominação”, disse Lula.

“O pensamento crítico caminha lado-a-lado com a luta anticolonial e o combate ao racismo, à misoginia, à xenofobia e todas as formas de discriminação. As universidades seguirão como bastiões da resistência aos horrores cometidos em todas as guerras. A extrema direita teme a educação porque sabe que é onde nasce a consciência”, acrescentou.

Durante o discurso no 1º Forúm de Reitores Brasil-África, Lula citou o ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, que afirmava que a educação “é a arma mais poderosa para mudar o mundo”.

“Ainda hoje, milhões de crianças e jovens africanos e latino-americanos enfrentam obstáculos para ter acesso a esse direito fundamental. Muitos não têm conexão adequada à internet, energia elétrica ou recursos a ferramentas digitais. Em um mundo cada vez mais orientado pelo conhecimento e pela tecnologia, isso significa exclusão. Apenas 9% dos jovens africanos ingressam em universidades”, destacou o petista.

O 1º Forúm de Reitores Brasil-África acontece no dia que marca o Dia da África. O Brasil foi o país que mais recebeu africanos escravizados, cerca de 4,8 milhões dos 12 milhões de seres humanos sequestrados do continente africano entre os séculos XVI e XIX.