
Flávio Bolsonaro e Marco Rubio posam juntos na Casa Branca
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, se reuniu com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. O assunto da conversa dos dois não foi revelado, mas o brasileiro postou uma foto em suas redes sociais ao lado do americano.
O irmão de Flávio, Eduardo Bolsonaro, também participou do encontro e posou ao lado de Rubio. Nas redes sociais, Eduardo afirmou que o irmão “argumentou fortemente a favor da declaração de CV e PCC como narcoterroristas, ao contrário de Lula que faz lobby a favor destes bandidos”.
Honrados por, mesmo em meio a uma reunião ministerial com o Presidente Trump, ele ter nos recebido por pouco menos de uma hora! Este homem é apaixonado pela América Latina e entrará para a história como o melhor Secretário de Estado de todos os tempos. --Eduardo Bolsonaro
Os irmãos Bolsonaro se reuniram com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na terça-feira e, nesta quarta-feira, com Christopher Landau, número 2 da diplomacia americana, e com Darren Beattie, Conselheiro Sênior de Política para o Brasil.
Encontro com Trump
Flávio pediu que Trump designe o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas estrangeiras.
"Enquanto o Lula veio à Casa Branca fazer lobby para traficantes, eu vim fazer exatamente o contrário", afirmou Bolsonaro em pronunciamento após o encontro, contrastando sua visita com a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que também esteve recentemente nos EUA.
O senador classificou CV e PCC como grupos que "controlam territórios inteiros no Brasil pela força", submetem populações a leis paralelas, executam resistências, corrompem agentes públicos e operam em dezenas de países. "Quem faz isso não é gangue, é organização terrorista e ponto", declarou.
Bolsonaro disse que apresentou a Trump o que chamou de "escudo das Américas" –uma aliança hemisférica contra o crime organizado transnacional que, a partir de janeiro de 2027, integraria Brasil, Estados Unidos, Argentina, El Salvador, Equador, Paraguai, Chile, Panamá e República Dominicana.
Recepção e protocolo
Flávio Bolsonaro descreveu o encontro com Trump como cordial. Segundo ele, a primeira pergunta de Trump foi sobre as condições de prisão de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro – "um gesto humano" nas palavras do senador. Ao final da reunião, Trump teria presenteado Flávio com uma Challenge Coin, moeda de honra entregue por presidentes americanos como símbolo de reconhecimento.
O senador enfatizou que a reunião "não foi intermediada por nenhum empresário" e creditou o encontro ao trabalho de seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, e do jornalista Paulo Figueiredo, que "construíram ao longo de anos um grau de relacionamento ímpar com as esferas políticas americanas".
A reunião aconteceu no momento em que o filho do ex-presidente enfrenta uma crise em sua campanha após revelação de um áudio para o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro.
No áudio, o senador negocia dinheiro com o banqueiro para patrocínio do longa “Dark Horse”, que conta a história de Jair Bolsonaro, em 16 de novembro de 2025.
O caso abalou a campanha do indicado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para ser o representante do bolsonarismo no pleito de outubro. A pesquisa Datafolha divulgada na última sexta-feira (22) mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu nove pontos de vantagem sobre o principal oponente no primeiro turno.
Dados de outra pesquisa do instituto divulgada nesta terça mostra que um terço dos eleitores não souberam do caso entre o senador e o ex-banqueiro, mas que dentro do universo dos que tomaram conhecimento do caso, 66% dizem que o pré-candidato agiu mal.
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