Política

Lula diz a Trump que Brasil tem instrumentos para enfrentar organizações

Segundo o Planalto, Lula argumentou que grupos criminosos exercem terror cotidiano sobre as populações carentes, mas ‘não se confundem com organizações terroristas’

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21/08/2026 13:33 • Atualizado há 65 dias

Lula diz a Trump que Brasil tem instrumentos para enfrentar organizações

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reiterou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o interesse brasileiro na cooperação com Washington no combate ao crime organizado.

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Segundo o Palácio do Planalto, Lula argumentou que grupos criminosos exercem terror cotidiano sobre as populações carentes, mas “não se confundem com organizações terroristas”.

“Afirmou que o Brasil tem instrumentos para enfrentar essas organizações sem precisar de classificação especial para designá-las. Informou sobre a estratégia do país de asfixiar financeiramente a criminalidade, que já resultou na apreensão de cerca de R$ 17 bilhões, e sobre os planos de transformar 138 presídios em prisões de segurança máxima”, afirmou o Palácio do Planalto.

Segundo o Planalto, Lula também comentou sobre a aprovação da Lei Antifacção, “que facilita a apreensão de bens e passaportes”, além da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que “amplia o papel do governo federal na área de segurança pública em colaboração com os estados”.

“Também mencionou o estabelecimento do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, em Manaus, que reúne oficiais de todos os países amazônicos”, destacou o Planalto.

Conforme a nota do governo, Donald Trump se dispôs a reforçar a cooperação bilateral e “indicou que mobilizaria funcionários de alto escalão para dar seguimento aos entendimentos nessa área”.

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Tarifaço

Lula e Donald Trump abordaram temas do relacionamento bilateral e da agenda global. A ligação, conforme nota do Planalto, transcorreu em tom amistoso e cordial.

Durante a ligação, Lula mencionou a imposição de novas tarifas dos Estados Unidos contra produtos brasileiros em decorrência das investigações do Escritório do Representante Comercial dos EUA. O líder brasileiro disse a Trump que as alegações apresentadas são “infundadas”.

“Sobre a recente imposição de novas tarifas ao Brasil em decorrência das investigações conduzidas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, o Presidente Lula enfatizou que as alegações que basearam a medida (desmatamento, acordos preferenciais, propriedade intelectual, combate à corrupção, Pix, etanol e importações de produtos com trabalho forçado) são infundadas”, afirmou o Palácio do Planalto em nota.

Guerras no Oriente Médio e Ucrânia

Lula e Donald Trump trocaram impressões sobre os conflitos globais, em especial as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio. Eles concordaram, conforme o Planalto, sobre a urgência de encontrar uma solução negociada para o conflito entre Rússia e Ucrânia.

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“Trump teceu considerações sobre as perspectivas de resolução do conflito com o Irã. O Presidente Lula lamentou a inoperância do Conselho de Segurança da ONU e, a exemplo do que sugerira aos presidentes Xi Jinping e Putin, propôs a convocação de uma reunião extraordinária do órgão para encontrar saídas diplomáticas para as crises atuais”, disse o Planalto.

“O Presidente Lula afirmou que os grandes líderes não são aqueles que iniciam guerras, mas aqueles que põem fim aos conflitos”, finalizou.