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Lula sanciona plano educacional: 'Não precisamos de escola cívico-militar'

Novo PNE prevê aumento do investimento na área para 10% do PIB

Da redação
DA REDAÇÃO

14/04/2026 • 21:52 • Atualizado em 14/04/2026 • 21:52

Lula sanciona novo Plano Nacional da Educação

Lula sanciona novo Plano Nacional da Educação

Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, nesta terça-feira (14), o novo Plano Nacional da Educação (PNE). Uma das medidas é a ampliação dos investimentos públicos em educação, atualmente estimados em 5,5% do Produto Interno Bruto (PIB), para 7,5% em 7 anos, chegando a 10% ao final de 10 anos.

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O PNE estabelece o planejamento estratégico para a educação brasileira na próxima década para todos os níveis e etapas de ensino, da educação infantil à pós-graduação.

Durante a cerimônia, Lula afirmou que o Brasil não precisa ter escolas públicas com gestão cívico-militar. "Vocês conseguiram fazer um Plano Nacional de Educação com 19 objetivos, com oito temáticas, com 73 metas, com 372 estratégias e muitas inovações. Isso aqui é um retrato do que nós conseguimos fazer, não contra, mas para mostrar que o Brasil não precisa, na sua educação pública e gratuita, de uma escola cívico-militar", afirmou.

De acordo com o presidente, as escolas com modelo cívico-militar são importantes para jovens que querem seguir a carreira militar, e não devem ser utilizadas para a educação de todos. "A escola cívico-militar é importante quando uma menina ou um menino resolver seguir a sua carreira militar, eles vão se preparar militarmente", disse Lula.

Em 2023, o governo Lula decidiu encerrar o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares, uma das prioridades do Ministério da Educação na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão foi tomada em conjunto pelo MEC e pelo Ministério da Defesa.

Com Estadão Conteúdo