
Kids Pretos fazem parte de grupo especial do Exército
Reprodução/Exército Brasileiro
Em decisão tomada nesta semana, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão definitiva de sete integrantes do chamado grupo “kids pretos”, condenados por participação em uma trama golpista ocorrida durante o governo de Jair Bolsonaro.
O grupo é formado por seis militares do Exército e um agente da Polícia Federal. Eles integram o chamado Núcleo 3 da acusação de golpe de Estado e, segundo a denúncia, planejaram ações táticas para sequestrar e matar Moraes, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2022.
Prisão após esgotamento de recursos
As prisões ocorrem após o fim do processo e o esgotamento da possibilidade de apresentação de recursos pelos condenados.
No mês passado, a Primeira Turma do Supremo negou os últimos recursos apresentados pelas defesas. Nesta semana, com a publicação do acórdão do julgamento, Moraes determinou a execução das penas impostas aos sete réus.
Com a ordem de prisão definitiva, os condenados passam a cumprir as sentenças fixadas pelo STF no âmbito da ação penal que trata da trama golpista e do planejamento de atentados contra autoridades da República.
Plano para sequestrar autoridades
De acordo com a acusação apresentada ao Supremo, os integrantes do grupo participaram da elaboração de um plano para sequestrar e matar Moraes, Alckmin e Lula em 2022. O plano envolveria ações táticas e operacionais contra as autoridades, em meio a articulações golpistas durante o governo Jair Bolsonaro.
Os sete fazem parte do Núcleo 3 da acusação de golpe de Estado, apontado como responsável pela preparação de etapas práticas da trama, incluindo logística e ações armadas.
Quem são os condenados e as penas
Os integrantes do grupo “kids pretos” receberam penas que variam de 16 a 24 anos de prisão. Veja a lista dos condenados:
- Hélio Ferreira Lima, tenente-coronel – 24 anos de prisão;
- Rafael Martins de Oliveira, tenente-coronel – 21 anos de prisão;
- Rodrigo Bezerra de Azevedo, tenente-coronel – 21 anos de prisão;
- Wladimir Matos Soares, policial federal – 21 anos de prisão;
- Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros, tenente-coronel – 17 anos de prisão;
- Bernardo Romão Correa Netto, coronel – 17 anos de prisão;
- Fabrício Moreira de Bastos, coronel – 16 anos de prisão.
Segundo a decisão de Moraes, as condenações se referem à participação na trama golpista e ao planejamento de atentados contra autoridades dos poderes Executivo e Judiciário. Com o esgotamento dos recursos, as penas passaram a ter execução imediata.
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