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Caso Vorcaro: STF tem 2 votos para manter prisão de parentes do banqueiro

Ministro Luiz Fux antecipou o voto e acompanhou o relator do caso Banco Master no Supremo, ministro André Mendonça. Gilmar Mendes pediu vista

Karina Crisanto
KARINA CRISANTO

23/05/2026 • 12:26 • Atualizado em 23/05/2026 • 12:46

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) tem dois votos a zero pela manutenção das prisões de Henrique Vorcaro e Felipe Cançado, pai e primo do banqueiro Daniel Vorcaro. O julgamento é realizado em plenário virtual da Corte.

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O ministro Luiz Fux acompanhou o voto do relator do caso Banco Master no Supremo, ministro André Mendonça.

O julgamento iniciou nesta sexta-feira (22), mas foi paralisado após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, ou seja, o decano pediu mais tempo para análise. Apesar do pedido de vista de Gilmar, os demais ministros podem antecipar seus votos, a exemplo de Luiz Fux.

Agora, além de Gilmar Mendes, falta a manifestação dos ministros Dias Toffoli e Nunes Marques.

Prisões de familiares de Vorcaro

Felipe Cançado Vorcaro foi preso durante a quinta fase da operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em 7 de maio. Ele é apontado como operador financeiro do primo. Fazia a ligação entre o núcleo central do esquema e a execução.

Já o empresário Henrique Vorcaro, pai do banqueiro, foi preso em 14 de maio, durante a sexta fase da Operação Compliance Zero. A investigação aponta que ele desempenhava papel central no gerenciamento do grupo denominado “A Turma”, apontado pela Polícia Federal como milícia pessoal do ex-banqueiro.

Caso Master

A Operação Compliance Zero completou seis meses no início desta semana. Até o momento, foram presas 21 pessoas e cumpridos 116 mandados de busca e apreensão. Mais de R$ 27 bilhões em bens e valores foram bloqueados ou sequestrados pela Justiça.

Além dos crimes contra o Sistema Financeiro Nacional (SFN), a operação tem como alvo também a intrincada teia de relações mantida pelo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, junto a políticos; criminosos e servidores públicos de alto escalão.

Na lista, figuram diretores do Banco Central (BC), órgão responsável por fiscalizar o sistema bancário, e agentes da própria PF.