Band Política

“Tenho certeza de que vou provar minha inocência”, diz Wagner sobre Master

Wagner relembrou que, em 2018, em ano eleitoral, enfrentou episódio semelhante quando foi candidato ao Senado Federal pela primeira vez

Da redação
DA REDAÇÃO

31/07/2026 • 11:28 • Atualizado em 31/07/2026 • 12:41

Jaques Wagner

Jaques Wagner

Agência Brasil

Em entrevista à Rádio Baiana FM nesta sexta-feira (31), o senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou ter “certeza de que vai provar sua inocência” em meio às investigações que ligam seu nome ao Banco Master. O parlamentar reiterou estar “tranquilo” e concentrado nas eleições de outubro. “O inquérito evidentemente demora um tempo. Agora, estou de olho na eleição, temos dois meses para ela acontecer, e sábado vai ser a nossa convenção com a presença do Lula”, declarou.

Compartilhar

Wagner relembrou que, em 2018, em ano eleitoral, enfrentou episódio semelhante quando foi candidato ao Senado Federal pela primeira vez. “Na época, era sobre a Fonte Nova. Abriram o inquérito, fizeram aquele barulho e, depois, eu não fui nem indiciado. Foi arquivado o processo, mas é óbvio que fica o prejuízo”, disse o senador.

Autonomia das instituições

Durante a entrevista, o parlamentar citou uma fala do ministro André Mendonça sobre como investigações podem confirmar ou afastar hipóteses, ressaltando que as instituições responsáveis precisam de liberdade de atuação.

“A Polícia Federal que faça o seu trabalho, investigue, proponha ao Ministério Público, o Ministério Público avalie e o magistrado vai julgar. Como diz o presidente Lula, ‘Galego, só quem sabe o que você fez é você mesmo’ - eu sei o que eu fiz e estou tranquilo”, concluiu Wagner.

5h30 de conversas entre Wagner e ex-sócio do Master

A PF identificou 74 ligações e mais de 5 horas e meia de conversas entre o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o empresário Maurício Quadrado, ex-sócio do Banco Master. Segundo o relatório da investigação, os contatos ocorreram entre abril de 2023 e agosto de 2024, período em que o parlamentar ocupava a liderança do governo no Senado. As apurações apontam que a aproximação buscava auxílio para destravar pautas de interesse da instituição financeira junto ao Executivo e a órgãos reguladores.

O relatório policial detalha que os diários de bordo e registros telefônicos indicam encontros presenciais e diálogos frequentes entre os dois. A PF cita como exemplo a atuação para viabilizar reuniões com integrantes do Ministério da Fazenda e do Banco Central, além de articulações em torno de matérias legislativas que impactavam o setor bancário. Wagner nega irregularidades e afirma que seu diálogo com agentes do mercado financeiro fazia parte de suas atribuições institucionais como líder do governo.