
Romeu Zema
Reprodução/Band
O ex-governador e pré-candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema utilizou suas redes sociais para se manifestar sobre a recente decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Em um tom crítico, Zema classificou como uma "vergonha" o fato de o reconhecimento ter partido da administração americana antes de uma postura semelhante do governo federal brasileiro.
Zema rebateu diretamente os argumentos de membros do Partido dos Trabalhadores (PT), que sugeriram que a designação americana poderia ameaçar a soberania nacional ou facilitar uma intervenção externa.
"Quem ameaça a nossa soberania é exatamente o PCC e o Comando Vermelho. Eles dominam territórios dentro do Brasil. Lá quem manda são eles, não o governo", afirmou o ex-governador. Segundo ele, a soberania do país não está sob ameaça de intervenção, mas sim "já foi roubada" pelas facções que atuam à margem do Estado.
Críticas ao Governo Federal
O ex-governador mineiro não poupou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acusando sua gestão de omissão e de "passar pano" para a criminalidade. Zema argumentou que as facções se tornam mais fortes a cada dia "nas barbas do Lula", enquanto o governo federal falha em tomar medidas drásticas contra grupos que extorquem famílias e expandem suas operações para outros países.
Entenda o caso
O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (28) a designação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. O governo americano também informou a intenção de classificar ambas as facções como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs), medida que entra em vigor no dia 5 de junho.
O CV e o PCC são descritos pelo governo de Donald Trump como duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil. Segundo o comunicado oficial, juntas, as facções comandam milhares de membros e têm sido responsáveis por ataques brutais contra policiais, autoridades públicas e civis brasileiros.
O Departamento de Estado afirma ainda que a influência e as redes ilícitas dos dois grupos ultrapassam as fronteiras brasileiras, alcançando outros países da região e os próprios Estados Unidos.
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