Novos áudios do caso Master citam os nomes de Lula e Guido Mantega
Novos áudios ampliam questionamentos sobre a atuação de Mantega e relações do Banco Master com o governo.

Novos áudios obtidos pelo jornal O Estado de S. Paulo a partir do celular de Daniel Vorcaro, ex-presidente do Banco Master, colocam novamente o nome do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega no centro das apurações que envolvem a instituição financeira. O material amplia as frentes de escrutínio sobre os bastidores corporativos e políticos do caso.
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Em uma das gravações, o advogado de Vorcaro, Walfrido Warde, discute a possibilidade de Mantega retornar de Londres para um encontro direto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No trecho, o defensor sugere que o ex-banqueiro disponibilize uma aeronave particular para buscar o ex-ministro na Europa: “Eu acho que seria o caso de você mandar o teu avião lá buscar ele e trazer ele para encontrar o presidente”.
Em outro registro, Warde cobra urgência em uma videoconferência com Vorcaro e Mantega, alegando a necessidade de alinhar orientações que estariam sendo repassadas ao ex-ministro de forma desencontrada ou imprecisa. Mantega havia sido formalmente contratado pelo Banco Master por meio de um contrato de R$ 14 milhões para serviços de consultoria, mas o conteúdo dos áudios levanta questionamentos sobre o real alcance e a natureza política de sua atuação junto à instituição.
Citação ao Ministro Alexandre de Moraes
As investigações também apontam para desdobramentos em instâncias superiores do Judiciário. Em mensagens de texto trocadas posteriormente entre Warde e Vorcaro, o advogado indaga quem mais poderia auxiliar nas tratativas, ao que Vorcaro responde com citação direta: “Alexandre”.
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O comentário é associado nas apurações ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A menção ocorre no contexto de questionamentos sobre um contrato de R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e um escritório de advocacia ligado à família do magistrado. As autoridades ressaltam, contudo, que as menções registradas nas conversas não comprovam, de forma isolada, qualquer irregularidade ou participação direta em ilícitos.
O caso segue sob investigação rigorosa pela Polícia Federal. Até o momento, os recortes divulgados não permitem concluir que as articulações mencionadas tenham gerado efeitos práticos ou ilícitos, cabendo ao inquérito apurar o contexto e a real finalidade de cada movimentação.
