Pesquisa Quaest: Lula e Flávio Bolsonaro empatados no 1º turno
Quaest mostra empate técnico entre Lula e Flávio no 1º turno. Desaprovação do governo fica em 50% e aprovação em 44%.


Pela primeira vez dentro do critério da margem de erro, a pesquisa estimulada de primeiro turno indicou um empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que registrou 37% das intenções de voto, e o senador Flávio Bolsonaro, que alcançou 33%. Na sequência aparecem Augusto Cury, com 6%, Ronaldo Caiado, com 4%, e Renan Santos, com 3%. Os candidatos Romeu Zema e Samara pontuaram 1% cada. Os eleitores indecisos somam 8%, enquanto os votos brancos, nulos ou que declararam que não pretendem votar chegam a 7%.
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Na comparação com o levantamento anterior, Lula variou de 36% para 37%, enquanto Flávio Bolsonaro tinha 31% das intenções de voto. Nas simulações de segundo turno, a disputa permanece acirrada, com Flávio Bolsonaro se mantendo numericamente à frente pela segunda semana consecutiva com 42%, enquanto Lula subiu de 40% para 41%, havendo uma diferença de apenas um ponto percentual entre ambos.
Recortes demográficos mostram divergências nas intenções de voto marcantes por sexo e renda social. Entre as mulheres, Lula tem uma vantagem de 44%, com 37% de Flávio Bolsonaro. O cenário se inverte entre o eleitorado masculino, no qual Flávio lidera com 48% e Lula soma 37%. No recorte entre beneficiários do Bolsa Família, o atual presidente concentra 56% das intenções de voto contra 30% de Flávio, embora tenha oscilado dois pontos para baixo na comparação com a pesquisa anterior. Já entre aqueles que não recebem o benefício, Flávio Bolsonaro aparece à frente com 45%, enquanto Lula obtém 37%.
Pedro Campos fez uma crítica ao direcionamento dos debates da campanha, lamentando a falta de projetos concretos apresentados para o desenvolvimento do país. "Nessa campanha eleitoral tem-se falado de tudo, muito do Supremo Tribunal Federal e quase nada de propostas, de discussão sobre o Brasil, da visão que cada um dos candidatos tem para o futuro do nosso país. É uma pena, mais uma vez aqui, a gente perdendo essa oportunidade", disse o jornalista, ressaltando a ausência de propostas claras durante as campanhas eleitorais.
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