PF intima Galípolo e Campos Neto para depor em inquérito sobre Banco Master
Depoimentos acontecerão no âmbito de Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de propina e favorecimento indevido

A Polícia Federal (PF) determinou a intimação do atual presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, e do ex-presidente da instituição Roberto Campos Neto. Os dois deverão depor na condição de testemunhas, tendo o compromisso legal de dizer a verdade.
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As oitivas ocorrem no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades e interferências na fiscalização do Banco Master. Também deverão depor o dono do BTG Pactual, André Esteves, e o diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino Santos.
Foco da investigação na autarquia
A apuração da PF busca esclarecer a relação entre o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e dois servidores do Banco Central: Paulo Sérgio Neves de Sousa (ex-chefe adjunto do Departamento de Supervisão Bancária) e Bellini Santana (ex-chefe do mesmo departamento).
Os dois funcionários foram afastados de suas funções por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Eles são suspeitos de receber vantagens indevidas em troca de orientações estratégicas, revisão de documentos e vazamento de informações sigilosas da autarquia para beneficiar o Banco Master.
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Reuniões e menções relatadas em depoimento
A decisão da PF de ouvir Galípolo e os demais nomes ocorreu após citações de Paulo Sérgio em depoimento aos investigadores, segundo o jornal O Estado de S. Paulo. Ele negou ter recebido propina, mas relatou reuniões com Gabriel Galípolo para discutir a situação financeira do Master e uma potencial solução de mercado envolvendo o BTG Pactual.
Paulo Sérgio afirmou ainda que Galípolo teria resistido a enviar uma comunicação de crime ao Ministério Público Federal (MPF) a respeito das suspeitas na negociação entre o Master e o Banco Regional de Brasília (BRB).
Além disso, segundo o Estadão, o servidor citou um encontro ocorrido em dezembro de 2024 com a presença de Roberto Campos Neto. Na ocasião, representantes do BTG Pactual teriam apresentado verbalmente os resultados de uma due diligence no Master, apontando a descoberta de uma fraude estimada em R$ 32 bilhões.
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