PL é maior bancada da Alesp, mas oposição ganha espaço com o PSOL
Base aliada do governo estadual soma 65 cadeiras, enquanto bancadas opositoras ganham terreno

Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo
Divulgação/Alesp
O Partido Liberal (PL) seguirá como a maior bancada da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) na próxima legislatura. A legenda elegeu 27 parlamentares — seis a mais do que no pleito anterior. O maior destaque das urnas foi a vereadora Eduarda Campopiano (PL), de 23 anos, que alcançou a maior votação do Estado ao somar 1.956.238 votos.
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O Partido dos Trabalhadores (PT) garantiu a manutenção do posto de segunda maior bancada da Casa, embora tenha encolhido de 17 para 16 deputados. Na mesma ala ideológica, o PSOL registrou forte expansão e conquistou 9 cadeiras, quatro a mais em comparação com a legislatura anterior. A legenda socialista figurou como a segunda que mais cresceu no Estado, atrás apenas do PL.
O avanço do PSOL ocorreu tanto na esfera estadual quanto na federal em São Paulo, posicionando seus quadros entre os mais votados e ameaçando a hegemonia do PT no campo da esquerda. Entre os cinco parlamentares com maior votação na Alesp, o PT emplacou apenas Eduardo Suplicy (2º lugar). Já o PSOL obteve três posições no topo do ranking: Sofia Favero (3ª), Carlos Giannazi (4º) e Paula da Bancada Feminista (5ª).
Tarcísio mantém governabilidade com base aliada
O resultado das urnas confirma que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), preservará a maioria necessária para aprovar projetos na Casa. A base governista contabilizou 65 deputados eleitos por legendas aliadas — um parlamentar a menos do que na formação passada.
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A distribuição da bancada governista ficou configurada com:
- PL: 27 deputados
- PSD: 9 deputados
- Republicanos: 6 deputados
- Podemos: 6 deputados
- MDB: 5 deputados
- PP: 5 deputados
- União Brasil: 4 deputados
- PRD: 1 deputado
- Novo: 1 deputado
- PSDB: 1 deputado
Apesar do bloco governista sólido, legendas ligadas ao Palácio dos Bandeirantes sofreram perdas. O próprio partido de Tarcísio, o Republicanos, registrou a segunda maior retração na Alesp, reduzindo sua bancada de 9 para 6 deputados. A maior queda foi registrada pelo União Brasil, que perdeu cinco cadeiras.
Oposição ganha volume e muda dinâmica na Casa
Por outro lado, o bloco de oposição ao governo estadual ampliou sua presença na Alesp, subindo de 23 para 28 cadeiras no total. O grupo será formado por PT (16 deputados), PSOL (9 deputados) e PSB (3 deputados).
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No primeiro mandato, Tarcísio de Freitas obteve aprovação integral dos projetos de interesse do Executivo que tramitaram no Legislativo, incluindo propostas de alto impacto político como a privatização da Sabesp.
A composição da Casa passa também pela mudança de seu comando: o presidente da Alesp, André do Prado (PL), foi eleito senador por São Paulo neste domingo, 4, após fazer campanha com o slogan de "braço direito" do governador Tarcísio no Legislativo paulista.
Com Estadão Conteúdos
