Presidente do PT diz que abriu conversas com partidos pós-eleição: "PL não"
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, que vai ao ar neste domingo (8), que já iniciou conversas
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, que vai ao ar neste domingo (8), que já iniciou conversas com siglas aliadas e da base governista para construir a governabilidade do quarto mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, que começa em 2027.
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Articulação pós-eleição e agenda comum
Edinho explicou que o trabalho começou com um diagnóstico da futura estrutura de poder e da representação no Congresso, a partir de reuniões internas com o núcleo político do governo, composto também pelo senadores Camilo Santana e Rui Costa e do governador recém-reeleito no Piauí, Rafael Fonteles.
"Nós fizemos reuniões entre nós, nós começamos a enxergar a situação dos ministérios, enxergando também as composições da Câmara e do Senado. Nós estamos trabalhando a pedido do presidente Lula nessa radiografia. Coube a mim, nessa divisão de tarefas, que eu iniciasse as conversas com os partidos. As conversas têm sido extremamente positivas", afirmou o dirigente.
Questionado sobre o alcance dessa articulação, o presidente do partido disse que busca uma agenda de país, e não apenas arranjos pontuais, envolvendo inclusive legendas que não estiveram com Lula na disputa presidencial. "Eu sinto, primeiro, uma vontade muito grande dos partidos, mesmo aqueles que não estiveram conosco no processo eleitoral, de nós construirmos uma agenda para o Brasil", declarou.
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Ele ressaltou que vem se reunindo com siglas da base e aliados tradicionais, mas que algumas legendas ficarão fora desse movimento. "Eu conversei com os partidos que estão no governo, nossos aliados históricos, e outros aliados que a gente quer conversar", disse, destacando que ficaram de fora o PL e o Novo, principais opositores ao PT no momento.
O PL não. A gente tem que respeitar a democracia. O PL teve candidato, acabou de sair de um processo eleitoral. O Novo também não
Disposição de colaborar após a disputa
Na visão de Edinho, o ambiente pós-eleitoral é mais favorável à construção de consensos em torno de uma agenda mínima, apesar da polarização que marcou a campanha. "De quererem colaborar com o país, é muito positivo. No segundo turno, boa parte desses partidos estiveram com o nosso adversário, não estiveram conosco. Mas eles têm muita abertura para ajudar a construir uma agenda para o Brasil, que enfrente os problemas do Brasil", avaliou.
Para o petista, essa disposição amplia o espaço para que o futuro governo organize uma base sólida no Congresso e evite crises de governabilidade ao longo do quarto mandato de Lula.
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Edinho: "Lula pediu articulação com partidos, não com bancadas"
Edinho relatou que Lula orientou a equipe política a adotar um modelo distinto de relação com o Legislativo, privilegiando acordos institucionais com siglas inteiras, e não negociações fragmentadas com grupos de parlamentares.
"Esse diálogo, ele nos orientou, e nós estamos seguindo à risca, porque tem que ser um outro modelo de governabilidade. Por isso que ele está pedindo para nós tratarmos com os partidos. Não é tratar com um pedaço de bancada, não é tratar com bancada numa casa, com bancada em outra casa. Trata com o partido", afirmou.
Segundo o presidente da sigla, a participação de cada legenda na Esplanada estará condicionada à capacidade de entregar votos de forma coesa em pautas prioritárias. "O partido que quiser participar do governo entrega os votos, mas aí a relação tem que ser com o partido, não pode ser pulverizado. Esse é o correto, é a relação institucional. E aí, se o partido não tiver mais condições de entregar os votos, entrega o ministério e a gente vai recompor com outras forças. Eu acho que tem que ser um jogo muito democrático, de muita maturidade política", explicou.
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Edinho defendeu que esse formato ajude a afastar práticas consideradas nocivas na relação entre Executivo e Congresso. "Que a gente fuja de uma negociação de varejo, primeiro porque ela não é boa. Eu acho que toda negociação de varejo pode te levar a erros e muitas vezes a vícios porque fica você negociando com o interesse do parlamentar e não com o interesse coletivo. A orientação é nós conversarmos com os partidos, nós valorizarmos os partidos e fazer o acordo da governabilidade por meio dos partidos políticos", concluiu.
Canal Livre neste domingo
A entrevista de Edinho Silva ao Canal Livre vai ao ar neste domingo (8), às 20h, na BandNews TV, na BandNews FM e na Rádio Bandeirantes, e às 23h na Band. O programa também será transmitido no YouTube de Band Jornalismo, em Band.com.br e no Bandplay. Participam da conversa os jornalistas Fernando Mitre, Thays Freitas e Felipe Vieira. A apresentação é de Rodolfo Schneider.
