PSDB critica Flávio por saída do Brasil em nota assinada por Aécio: 'Incompreensível'
O PSDB se uniu a outros partidos políticos e emitiu uma nota em que reconhece o resultado das eleições de 2026 na noite desta quarta-feira (28) e chamou a

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O PSDB se uniu a outros partidos políticos e emitiu uma nota em que reconhece o resultado das eleições de 2026 na noite desta quarta-feira (28) e chamou a postura de Flávio Bolsonaro (PL) de "incompreensível" após ele publicar uma carta em que acusa, sem provas, ter sido vítima de fraude ao perder o pleito.
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O texto é assinado por Aécio Neves, presidente nacional da sigla que perdeu as eleições para Dilma Rousseff (PT) em 2014. Na ocasião, ele tornou-se o primeiro candidato à presidência a pedir a auditoria das urnas e questionar a integridade. Aécio foi derrotado por Dilma por uma diferença de 3,4 milhões de votos.
A nota afirma que quer construir oposição robusta contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito para o quarto mandato no domingo (25), mas que isso deve ser feito "dentro das regras da democracia".
O pronunciamento é uma resposta à carta divulgada por Flávio, em que ele se autodeclara "o verdadeiro presidente do Brasil", o que desencadeou pronunciamentos de partidos de diversas alas, inclusive de oposição, legitimando a escolha das urnas no último domingo.
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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Kassio Nunes Marques, emitiu uma nota reforçando que as votações do segundo turno aconteceram "dentro da mais absoluta normalidade".
PSDB cobra oposição em solo nacional e respeito à democracia
A nota do partido, opositor histórico do PT nas urnas, afirma que Flávio Bolsonaro deveria estar em solo nacional para ajudar a fortalecer a bancada de oposição e que "deve se dar em território nacional" para dar conta de fiscalizar os atos do governo e cobrar compromissos assumidos para com os brasileiros.
"O atual governo receberá uma herança, essa, sim, maldita, criada em boa parte por ele próprio durante as eleições. Mas tudo isso tem que ser feito dentro das regras da democracia, com respeito às instituições e ao processo eleitoral", escreve o texto assinado por Aécio Neves.
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"É o que nós, do PSDB, faremos: uma oposição qualificada, firme e dura como sempre fizemos, mas tendo como princípios fundamentais o respeito à democracia e à soberania popular", encerra.
Aécio Neves foi primeiro derrotado a pedir auditoria das urnas
Quatro dias após a conclusão das eleições presidenciais de 2024, Aécio Neves e o deputado federal Carlos Sampaio fizeram uma solicitação ao TSE para a verificação da lisura do processo eleitoral.
Os parlamentares suspeitavam que Dilma e o PT teriam fraudado as urnas para conseguir levar o pleito. Naquele ano, Dilma Rousseff foi reeleita e, dali a dois anos, seria afastada após um processo de impeachment.
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Neves e Sampaio questionaram a inviolabilidade da urna eletrônica e sugeriu a criação de uma comissão com representantes do tribunal e de partidos para fazer a verificação do sistema. Foi a primeira vez que um candidato à presidência alegou fraude numa eleição perdida.
Na época, a Justiça Eleitoral aceitou a solicitação do partido e constatou que não houve indícios de fraude.
