Política

Quem é o 'nº 2 da PF' que assume após afastamento de Andrei Rodrigues

Delegado William Murad, de classe especial, é o substituto legal imediato na chefia da corporação

3 min

08/09/2026 10:23 • Atualizado há 2 horas

Quem é o 'nº 2 da PF' que assume após afastamento de Andrei Rodrigues

A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, de determinar, na manhã desta terça-feira (8), o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, gerou uma movimentação no comando da corporação.

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Na ausência ou nos impedimentos legais do diretor-geral da Polícia Federal, quem assume interinamente a direção da corporação é o diretor-executivo da instituição, cargo atualmente ocupado pelo delegado William Marcel Murad, de classe especial da carreira.

O diretor-executivo funciona regulamentarmente como substituto imediato do diretor-geral, segundo as normas internas da PF e a legislação que rege a estrutura da corporação. Assim como o titular da direção-geral, ele precisa ser delegado de Polícia Federal de classe especial.

Como funciona a substituição na chefia da PF

A diretoria-executiva é o segundo posto na hierarquia da Polícia Federal e responde pela coordenação operacional das atividades da instituição em todo o país. Na prática, o ocupante desse cargo passa a acumular a direção-geral sempre que houver afastamento temporário ou impedimento legal do chefe máximo da PF.

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Essa linha de substituição garante continuidade administrativa e operacional da corporação, sem interrupção de investigações, operações e atividades de inteligência. O modelo segue a lógica de outras estruturas da administração pública federal, que preveem substituto legal em casos de vacância, licença ou viagem do titular.

Perfil do diretor-executivo William Murad

William Murad ingressou na Polícia Federal no primeiro semestre de 2002 como delegado. Ele frequentou o Curso de Formação Profissional entre junho e setembro daquele ano na Academia Nacional de Polícia e obteve a primeira colocação no 17º Curso de Formação da instituição.

Com mais de 24 anos dedicados à PF, Murad construiu trajetória em áreas de investigação, inteligência, tecnologia e cooperação internacional, além de ocupar cargos estratégicos na administração central e em superintendências regionais.

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Na formação acadêmica, o dirigente é bacharel em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, onde estudou entre 1995 e 2001. Ele também concluiu o Curso Superior de Polícia na Academia Nacional de Polícia.

Formação internacional e atuação como instrutor

Murad é graduado pela FBI National Academy, na Virgínia, nos Estados Unidos, uma das principais escolas de aperfeiçoamento para policiais no mundo. Ele ainda possui cursos especializados em inteligência antidrogas no Peru, no âmbito do programa ERCAIAD.

Na área de capacitação interna, o diretor-executivo tem especializações em inteligência policial e atua como instrutor na Academia Nacional de Polícia, em disciplinas como planejamento operacional e direção operacional.

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Experiência em tecnologia, inteligência e grandes eventos

Na cúpula administrativa da PF, Murad assumiu a diretoria-executiva em janeiro de 2025, tornando-se o substituto legal imediato do diretor-geral. Antes disso, ocupou a Diretoria de Tecnologia da Informação e Inovação da PF entre maio de 2018 e maio de 2021, além de ter sido coordenador-geral de tecnologia da informação.

Na área internacional, ele atuou como adido policial federal no Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte entre novembro de 2021 e dezembro de 2024, representando a PF em atividades de cooperação com autoridades estrangeiras.

Murad também teve participação relevante na preparação e execução de grandes eventos esportivos no país. No Ministério da Justiça, atuou na Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos e foi coordenador nacional da Operação de Inteligência de Segurança Pública dos Jogos Olímpicos Rio 2016.

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Na Copa do Mundo FIFA 2014, ele exerceu a função de coordenador adjunto do Centro Integrado de Comando e National, estrutura responsável pela integração de informações e comandos de segurança durante o torneio.

Atuação em superintendências regionais

No início e ao longo da carreira, Murad trabalhou em superintendências regionais da PF, como Pernambuco e Rio Grande do Norte. Nesses estados, chefiou delegacias de repressão a entorpecentes, núcleos de inteligência e unidades de combate ao crime organizado.

Ele também comandou a Divisão de Repressão a Crimes Fazendários e a Delegacia da Polícia Federal em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Esse percurso regional consolidou a experiência do atual diretor-executivo em investigações complexas e gestão de estruturas descentralizadas da PF.