Rogério Marinho promete analisar 137 pedidos de impeachment no STF
Candidato à presidência do Senado diz que pedirá à Procuradoria da Casa a análise individual dos processos.

O senador Rogério Marinho (PL-RN), candidato à presidência do Senado Federal, afirmou que, caso seja eleito em fevereiro de 2027, pretende determinar a análise dos 137 pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que estão atualmente na Casa.
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Em entrevista ao Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes, nesta sexta-feira (6), Marinho disse que solicitará à Procuradoria do Senado que examine individualmente os pedidos para verificar se há fundamentos para dar andamento aos processos.
“Eu irei abrir essa gaveta e todos esses processos. [...] Se algum deles tiver os parâmetros, os fundamentos, eles serão tocados”, declarou o senador.
Marinho afirmou que o Senado não pode ser omisso diante de eventuais crimes de responsabilidade cometidos por ministros do Supremo. Segundo ele, a abertura de um processo deve respeitar os critérios constitucionais e o devido processo legal.
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Defesa do voto aberto e críticas ao atual Senado
Durante a entrevista, o parlamentar também defendeu que eventuais votações sobre pedidos de impeachment sejam realizadas de forma aberta. Para ele, os senadores devem prestar contas à população sobre suas decisões.
Marinho criticou a atuação do atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e afirmou que a Casa precisa recuperar sua independência e exercer plenamente suas prerrogativas constitucionais.
O senador também disse que não foi procurado para participar de eventuais acordos envolvendo ministros do STF e rejeitou qualquer negociação que tenha como objetivo proteger integrantes da Corte.
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Disputa pela presidência do Senado
Lançada pelo PL e pelo Novo, a candidatura de Rogério Marinho precisa conquistar pelo menos 41 dos 81 votos para vencer a eleição. O senador afirmou já contar com o apoio de parlamentares do PP, União Brasil, PSDB, Podemos e Novo.
Ele também comentou a candidatura da senadora Tereza Cristina (PP-MS), que classificou como legítima. Marinho afirmou que os dois mantêm diálogo e que uma avaliação sobre quem reúne melhores condições de vencer será feita até o fim deste ano.
A eleição para a presidência do Senado está prevista para fevereiro de 2027.
