Rui Costa defende ajuste fiscal e prega liberdade a Lula para montar equipe
Senador eleito defende investimentos combinados com meta fiscal e prega foco em propostas para pacificar o país.

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e as diretrizes para o quarto mandato do governo federal foram tema de entrevista do senador eleito Rui Costa (PT-BA) ao Jornal Gente, da Rede Bandeirantes. Na avaliação do ex-ministro da Casa Civil, a nova gestão buscará conjugar responsabilidade fiscal com a expansão dos investimentos em infraestrutura para impulsionar a competitividade do país e reduzir o endividamento por meio do crescimento econômico.
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Questionado sobre a composição do novo ministério e eventuais expectativas em torno de seu nome, Costa adotou cautela e afirmou que o titular do Executivo precisa ter total liberdade para montar a equipe. "Quanto mais amigo for do presidente, menos constrangimento a gente deve criar para o presidente", declarou, acrescentando que o mandatário "deve ter absoluta liberdade para montar a sua equipe, ter a sintonia com o que as ruas falaram no segundo turno".
Sobre a manutenção dos compromissos fiscais frente às demandas sociais da campanha, o senador assegurou que as metas continuarán sendo cumpridas. "Ao longo do terceiro mandato do presidente Lula, ele afirmou e cumpriu dois compromissos: primeiro, um compromisso de responsabilidade fiscal e de cumprimento das metas fiscais. [...] Tudo que o presidente anunciou ao longo da sua caminhada esse ano em especial vai estar cumprido, vai cumprir e vai garantir ao mesmo tempo o cumprimento dos seus objetivos fiscais", pontuou.
No âmbito econômico e tributário, Costa também comentou a recente resolução do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a alíquota da CBS, tranquilizando o setor produtivo. O parlamentar reiterou que a reforma tributária foi construída sob a premissa constitucional da neutralidade de carga. "O que está garantido, portanto, e é compromisso do governo cumprir aquilo que ele mandou para o Congresso e que o Congresso aprovou como base da reforma, a mudança constitucional que diz que a reforma não deve trazer elevação da carga tributária", garantiu.
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Abordando a segurança pública, apontada como um dos pilares prioritários para o novo mandato, o senador defendeu o endurecimento das leis penais e uma atuação mais firme contra crimes graves e o porte de armamentos pesados. "A impunidade ela é irmã gêmea da criminalidade. Quanto maior o sentimento de impunidade, maior será a criminalidade", afirmou. Ele também defendeu mudanças legislativas para responsabilizar penalmente jovens em casos de crimes hediondos e cobrou reformas estruturais no Judiciário para acelerar o julgamento de homicídios.
Questionado acerca do desempenho eleitoral expressivo de seu grupo político na Bahia, onde obteve votações expressivas e elegeu as duas vagas ao Senado, Costa rechaçou qualquer correlação entre os resultados e investigações financeiras ligadas ao Banco Master. O político atribuiu a vitória aos investimentos estaduais em saúde, educação em tempo integral e infraestrutura de transporte. "É isso que justifica essa compreensão das mudanças que foram feitas na Bahia e justifica essa votação extraordinária", argumentou.
Por fim, ao avaliar o cenário institucional no Congresso e a reação da oposição após o segundo turno, o senador criticou a polarização estéril e defendeu que o Parlamento foque em pautas concretas para a população. "Acho que as pessoas não querem mais esse disse-me-disse, esse bate-boca. [...] Nós fomos eleitos para cuidar da sociedade, cuidar das pessoas, cuidar dos problemas reais que ela vive", concluiu.
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