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Política

STJ autoriza MEC a punir faculdades de medicina com notas baixas

Decisão reverte liminar de entidades e permite sanções por desempenho insatisfatório

2 min

20/08/2026 11:34 • Atualizado há 65 dias

STJ autoriza MEC a punir faculdades de medicina com notas baixas

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou o Ministério da Educação (MEC) a retomar a aplicação de punições a faculdades de medicina que apresentaram baixo desempenho no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enamed). A decisão foi tomada recentemente no país, revertendo uma liminar obtida anteriormente por entidades representativas dessas instituições que tentavam impedir as sanções.

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O exame em questão foi realizado em outubro do ano passado e revelou que um terço das escolas avaliadas obteve desempenho insatisfatório, recebendo notas 1 e 2.

Essa avaliação é descrita como um teste de conhecimentos básicos, com foco em fundamentos de clínica médica, cirurgia, ginecologia, obstetrícia, pediatria e medicina de família, matérias consideradas essenciais para o exercício da profissão e o atendimento adequado à população.

Contexto e motivação da medida

A Associação Paulista de Medicina (APM), representada por seu presidente Antônio José Gonçalves, defende que a medida é necessária para garantir a qualidade da formação médica no Brasil. Segundo a entidade, o setor tem enfrentado diversos problemas estruturais graves. Essa posição foi reforçada por Gonalves em entrevista à BandNews.

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Entre os principais desafios apontados estão a abertura indiscriminada de cursos, a falta de estrutura adequada, a ausência de professores qualificados e a escassez de hospitais voltados para a prática clínica, apontada como fundamental na formação dos profissionais.

Consequências para as instituições

Com a reversão da liminar, as instituições de ensino que apresentaram baixo desempenho podem sofrer suspensão de vestibulares, redução no número de vagas e o impedimento de celebrar novos contratos com o Fundo de Financiamento Estudantil (FIES). O MEC deve realizar vistorias nessas escolas, abrangendo faculdades privadas e ao menos uma universidade federal.

Perspectivas futuras no setor

A expectativa dos envolvidos é de que o litígio judicial continue nos tribunais, uma vez que o setor educacional de medicina é considerado altamente lucrativo pelas entidades médicas. Além da fiscalização rigorosa das faculdades, o Conselho Federal de Medicina e a APM defendem a implementação de um exame de proficiência obrigatório para que o profissional possa exercer a medicina, visando assegurar que apenas médicos plenamente aptos atuem no mercado de trabalho.

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