Tarcísio diz que vai apoiar Flávio e defende reformas no Congresso
Governador reeleito de São Paulo afirmou que resultado nas urnas superou expectativas internas e que pretende ajudar candidato do PL na disputa presidencial
O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta segunda-feira (5) que dará “incondicional apoio” ao candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, no segundo turno das eleições. Em entrevista exclusiva à BandNews TV, Tarcísio disse que pretende atuar na campanha no estado e em outras regiões onde sua participação for considerada útil.
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“Primeiro, o nosso incondicional apoio aqui no estado de São Paulo, a nossa disponibilidade de ajudar inclusive em outros estados, onde isso seja possível e se considere útil. A nossa integral disposição, então, para fazer parte desse time”, afirmou.
Tarcísio também avaliou que a vantagem de Flávio sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em São Paulo pode aumentar no segundo turno. Segundo ele, o candidato do PL teve quase 14 pontos de diferença sobre Lula no estado no primeiro turno, resultado que, na avaliação do governador, demonstra espaço para ampliar a vantagem.
Tarcísio diz que resultado da eleição superou pesquisas internas
Reeleito no primeiro turno com 62,6% dos votos, Tarcísio afirmou que a votação ficou acima das expectativas das pesquisas internas da campanha. Ele agradeceu aos eleitores e disse que o resultado aumenta a responsabilidade para o segundo mandato.
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“Eu quero manifestar aqui a minha gratidão ao povo de São Paulo. É uma forma de me acolher. Eles me acolheram há 4 anos atrás, me deram esse voto de confiança novamente. E eu quero dizer aqui que eu tô renovando o meu compromisso”, afirmou.
Na avaliação do governador, o resultado nacional também representou uma reação do eleitorado ao governo Lula. Tarcísio citou dificuldades econômicas, como endividamento e redução do movimento no comércio, e afirmou que houve um “esgotamento com o lulopetismo”.
O governador também relacionou o resultado ao desgaste do Supremo Tribunal Federal (STF) e defendeu uma nova configuração do Congresso Nacional para fortalecer o sistema de freios e contrapesos.
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Governador diz que STF não deve ser prioridade do Congresso
Apesar das críticas ao STF, Tarcísio afirmou que o enfrentamento ao Supremo não deve ser a principal pauta do Congresso a partir de 2027. Para ele, os parlamentares devem priorizar reformas, entre elas uma reforma política e medidas relacionadas às contas públicas.
“O Congresso não tem que se governar por isso. O Congresso tem que se pautar pelas necessidades de reformas que nós temos”, declarou.
Tarcísio também afirmou que um novo Congresso poderá analisar eventuais processos contra ministros do Supremo Tribunal Federal por crime de responsabilidade, caso existam fundamentos para isso.
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Tarcísio descarta foco em 2030 e critica reeleição
Questionado sobre a possibilidade de disputar a Presidência em 2030, Tarcísio afirmou que ainda é cedo para discutir a próxima eleição. O governador disse que pretende concentrar o segundo mandato no governo de São Paulo e na articulação para apoiar Flávio Bolsonaro, caso ele seja eleito presidente.
Tarcísio também declarou que considera que a possibilidade de reeleição “está fazendo mal para o Brasil” e defendeu que o tema seja discutido em uma reforma política.
“A gente tem que começar a pensar na representatividade orgânica, a gente tem que pensar no vínculo das pessoas com os territórios. E aí eu me refiro, por exemplo, ao voto distrital”, afirmou.
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Sobre a composição política de São Paulo a partir de 2027, o governador destacou a eleição de Guilherme Derrite e André do Prado para o Senado e afirmou que terá uma base de aproximadamente 70% dos deputados estaduais alinhada ao governo na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).
Segundo Tarcísio, a maioria na Alesp será importante para garantir a governabilidade durante o segundo mandato.
