Política

Tarifaço dos EUA e avanço da China desafiam comércio exterior no Lula 4

Próximo mandato de Lula terá negociações com Washington, busca por novos mercados e desafios nas relações comerciais

2 min

01/11/2026 05:07 • Atualizado há 1 hora

Tarifaço dos EUA e avanço da China desafiam comércio exterior no Lula 4

O Brasil terá de enfrentar mudanças no comércio internacional no próximo mandato do presidente Lula. Entre os principais desafios estão a negociação das tarifas impostas pelos Estados Unidos, a ampliação dos negócios com a China e os impactos da concorrência asiática sobre setores da indústria nacional.

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Uma nova rodada de negociações entre Brasil e Estados Unidos está prevista para novembro, com o objetivo de rever as sobretaxas americanas. Em dezembro, Lula deve participar da reunião do G20, em Miami, onde há expectativa de um encontro com Donald Trump. Além das tarifas, os dois países devem discutir temas como minerais críticos e regulação das grandes empresas de tecnologia.

Segundo o ex-secretário de Comércio Exterior Welber Barral, cerca de 4% das exportações brasileiras são afetadas pelas tarifas americanas. Apesar da participação relativamente pequena no total, setores como aço, alumínio, madeira e móveis sentem os efeitos com maior intensidade. Barral também aponta as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos como um fator que pode influenciar a capacidade de Trump de adotar medidas comerciais unilaterais.

Enquanto tenta avançar nas negociações com Washington, o Brasil busca fortalecer outros mercados. No primeiro semestre de 2026, o comércio com a China cresceu quase 20%. No mesmo período, as trocas com os Estados Unidos recuaram mais de 12%, enquanto o comércio com a Argentina caiu quase 19%.

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A relação com os parceiros do Mercosul também está entre os desafios. Brasil e Argentina mantêm uma indústria automotiva integrada, mas enfrentam a concorrência crescente de fabricantes chineses. Ao mesmo tempo, países do bloco ampliam negócios com a Ásia e aguardam avanços no acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia.

Para o ex-chanceler Rubens Barbosa, o país precisa reformular setores da economia e reduzir o chamado custo Brasil para enfrentar o cenário internacional. Ele avalia que as negociações comerciais exigem concessões dos dois lados e que o governo terá de se adaptar às mudanças no comércio mundial.