Eleições 2026Contagem regressiva para o 2º turno
0dias
:
01horas
:
34min
:
33seg
Política
Rádio Bandeirantes

TSE congela campanha de Dallagnol ao Senado no Paraná a duas semanas

A corrida eleitoral para o Senado no Paraná sofreu uma reviravolta drástica a apenas duas semanas das urnas. Em decisão monocrática, o ministro do Tribunal

2 min

21/09/2026 11:15 • Atualizado há 33 dias

TSE congela campanha de Dallagnol ao Senado no Paraná a duas semanas

A corrida eleitoral para o Senado no Paraná sofreu uma reviravolta drástica a apenas duas semanas das urnas. Em decisão monocrática, o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Floriano Marques determinou o congelamento da campanha de Deltan Dallagnol (ex-coordenador da Operação Lava Jato e líder nas pesquisas de intenção de voto).

Continua depois da publicidade

A medida liminar atendeu a um pedido formalizado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), cuja candidata ao cargo, Gleisi Hoffmann, aparece atrás nas pesquisas recentes, registrando 26% contra 32% de Dallagnol.

O fundamento da decisão

A decisão do TSE busca revigorar os efeitos da cassação do registro de Dallagnol ocorrida em 2023. Na época, a corte eleitoral alegou que a saída de Dallagnol do Ministério Público Federal (MPF), em 2021, teria ocorrido para evitar eventuais procedimentos administrativos no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) — apurações que, na prática, nunca se transformaram em processos formais capazes de gerar inelegibilidade.

Analistas jurídicos apontam que a decisão opera sob a lógica de punir "o que poderia ter ocorrido" e não fatos concretos. A defesa de Dallagnol argumenta que os procedimentos citados nunca existiram formalmente e que a Justiça Federal já havia absolvido procuradores em casos correlatos por ausência de dolo.

Continua depois da publicidade

Bastidores e repercussão política

A decisão de Floriano Marques gerou forte repercussão nos bastidores de Brasília. Nomeado pelo presidente Lula em 2023 e reconduzido ao cargo em 2025, o ministro do TSE é apontado por interlocutores políticos como um nome próximo ao ministro Alexandre de Moraes, com quem ingressou na Faculdade de Direito da USP em 1986.

Críticos da medida apontam que a intervenção da Justiça Eleitoral na reta final do pleito altera de forma sensível o equilíbrio da disputa no Paraná, beneficiando diretamente os adversários políticos do ex-procurador.

Apesar de a decisão atual ter caráter liminar, o caso recoloca no centro do debate público a discussão sobre a segurança jurídica dos registros de candidatura e a atuação do Judiciário em períodos eleitorais sensíveis. O tema deve seguir mobilizando os debates políticos ao longo da semana.

Continua depois da publicidade