TSE sob pressão e oposição acusa governo de abuso de poder político e econômico a 12 dias do segundo turno
Atuação enfraquecida da Corte Eleitoral e contestam medidas fiscais de impacto direto no eleitorado em período proibido.

A 12 dias do segundo turno das Eleições 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) enfrenta críticas quanto à sua autoridade no controle do pleito. A reunião realizada pelo presidente da Corte com representantes das candidaturas presidenciais para cobrar a redução do volume de representações gerou questionamentos entre analistas e juristas, que apontam sinais de desmobilização e enfraquecimento institucional da Justiça Eleitoral diante do acirramento da disputa.
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Em análise sobre a reta final do processo eleitoral, o jornalista Cláudio Humberto classificou o cenário atual como uma "campanha totalmente despudorada" e criticou a postura do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) diante do aumento das representações partidárias. "O presidente do TSE se reuniu com representantes dos candidatos a presidente para reclamar do excesso de demandas, agora no segundo turno da campanha presidencial. Uma centena de demandas", afirmou Humberto.
Segundo a avaliação do analista, a postura da Corte revela "sinais de um Tribunal Superior Eleitoral cambaleante, sem autoridade, com medo de tomar decisões". Cláudio Humberto destacou ainda a existência de um grupo aliado ao governo com influência sobre os julgamentos eleitorais. "É um grupo ligado a Lula que compõe o chamado TSE Paralelo, que established uma espécie de tutela sobre o TSE verdadeiro", declarou.
No campo das ações governamentais, a oposição acusa a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de utilizar a máquina pública para fins eleitorais ao anunciar o perdão de dívidas tributárias para 3,6 milhões de microempreendedores individuais (MEIs), com impacto estimado em R$ 12,6 bilhões. Juristas apontam descumprimento do artigo 73, parágrafo 10, da Lei das Eleições (Lei 9.504/1997), que veda a concessão de benefícios e renúncia de receita por ocupantes de cargos públicos em disputas à reeleição, ressalvadas hipóteses de emergência ou calamidade pública.
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Episódios envolvendo o uso de estruturas federais na campanha voltaram a ser registrados. Um flagrante divulgado pelo jornal Folha de S.Paulo registrou um veículo identificado com a marca do Ministério da Educação (MEC) transportando jovens na saída de gravações para o programa eleitoral da candidatura à reeleição. Críticos e analistas políticos destacam que a concentração de medidas econômicas e o uso de recursos estruturais na reta final do pleito evidenciam a ausência de mecanismos efetivos de fiscalização eleitoral.
