Eleições 2026Contagem regressiva para o 2º turno
0dias
:
00horas
:
00min
:
00seg
Política
Jornal da Band

Vorcaro promoveu festa secreta com 120 mulheres em São Paulo

Mensagens encontradas no celular do ex-proprietário do Banco Master revelam detalhes de evento restrito com autoridades

2 min

11/09/2026 21:00 • Atualizado há 43 dias

Mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro pela Polícia Federal revelam a organização de uma festa secreta em São Paulo e indícios de um esquema de monitoramento e coação digital.

Continua depois da publicidade

O evento ocorreu em 31 de outubro de 2023 no Madame Satã, tradicional casa noturna localizada no centro da capital paulista. A festa contou com 140 convidados, sendo 20 homens e 120 mulheres, grande parte estrangeiras, e exigiu uma regra rigorosa: a proibição do uso de celulares no local.

Convidados e esquema de segurança na web

De acordo com as investigações da Polícia Federal, o evento serviu para estreitar relações com figuras de destaque. Conversas obtidas no aplicativo de mensagens mostram que o ex-ministro Fábio Faria auxiliou na articulação de convites para autoridades, incluindo o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, o senador Davi Alcolumbre e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli.

Os citados negaram qualquer participação na festa. Outros nomes apontados pela corporação, como o deputado federal Arthur Lira e o ministro Alexandre de Moraes, também negaram envolvimento com o evento.

Continua depois da publicidade

A investigação da Polícia Federal aponta ainda que o banqueiro mantinha um esquema pago para monitorar, coagir e retirar conteúdos desfavoráveis da internet. O grupo contava com a participação de policiais e hackers, operando sob a alcunha de "A Turma".

Operador conhecido como "Sicário"

O principal operador do esquema de milícia digital era Luiz Phillipi Mourão, apelidado de "Sicário". Segundo os relatórios da Polícia Federal, ele recebia cerca de R$ 1 milhão por mês para executar as ordens do banqueiro.

Em março, Mourão se entregou na carceragem da Polícia Federal em Belo Horizonte e morreu dois dias depois no hospital. As autoridades continuam as investigações sobre as operações financeiras e a rede de monitoramento digital.

Continua depois da publicidade