Wagner e Rui Costa recebiam R$ 3 milhões em propina, diz Vorcaro
Dono do Master acusa repasses mensais de R$ 3 mi em esquema de propina; defesas negam e PF aponta falta de provas
O banqueiro Daniel Vorcaro afirmou à Polícia Federal (PF) que pagava cerca de R$ 3 milhões por mês em propina a um grupo político que, segundo o banqueiro, seria integrado pelo ex-líder do governo no Senado Jacques Wagner e pelo ex-chefe da Casa Civil Rui Costa, ambos do PT. A menção ao grupo ocorreu durante a apresentação de uma proposta de delação premiada que acabou sendo rejeitada pelos investigadores.
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O esquema investigado e a rejeição da PF
Conforme o que disse a PF, o dinheiro era repassado pelo Banco Master à PKL, empresa supostamente ligada a Jacques Wagner e Rui Costa, além de contar com a participação de familiares e offshores do senador. Apesar das acusações detalhadas pelo investigado, a Polícia Federal rejeitou o acordo de delação premiada porque, segundo delegados, Vorcaro não apresentou provas do que disse.
Repercussão e defesa dos citados
A defesa de Jacques Wagner disse que tais declarações são completamente falsas e oportunistas, criadas para interferir nas eleições. Já a assessoria de Rui Costa foi procurada pela reportagem, mas não se pronunciou ainda sobre o caso.
