Willer Tomaz nega irregularidades em sala-cofre de hangar: 'Beira o ridículo'
Advogado contesta suspeitas policiais, diz que estrutura atende empresas de transporte de valores e ressalta integridade

Advogado Willer Tomaz
Edilson Rodrigues/Agência Senado
O advogado Willer Tomaz afirmou, por meio de nota oficial divulgada nesta quarta-feira (21), que a sala-cofre e as máquinas encontradas em um hangar fazem parte de um suporte operacional voltado ao transporte aéreo de numerário.
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O defensor rechaçou as insinuações de práticas ilícitas levantadas pela apuração da Polícia Federal e declarou que as instalações cumprem rigorosos protocolos de segurança exigidos para o setor. A PF ainda investiga suposto envolvimento do senador e candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL).
A manifestação ocorre no momento em que as apurações policiais miram as dependências do local. Na avaliação da defesa, a presença de compartimentos blindados, malotes e maquinário para contagem de cédulas atende integralmente às exigências das companhias de aviação que prestam serviços a transportadoras de valores.
Defesa contesta suspeitas policiais
Para Willer Tomaz, as acusações de ocultação de patrimônio não encontram respaldo nos elementos recolhidos durante as diligências. O advogado argumentou que a própria natureza da atividade comercial demanda espaços protegidos e fiscalizados pelos órgãos estatais.
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"A sala-cofre e os equipamentos instalados no hangar integram a estrutura operacional destinada ao atendimento de empresas de transporte de valores, clientes das empresas de aviação. O transporte aéreo de numerário está sujeito a rigorosos protocolos de segurança, controle e custódia, conforme a regulamentação aplicável. A existência de ambientes protegidos, malotes e máquinas contadoras de cédulas é compatível com essa atividade e não constitui indício de irregularidade."
O defensor classificou como infundadas as versões que associam o espaço ao armazenamento de recursos de origem ilegal.
"É fantasiosa e beira o ridículo a insinuação de que essas instalações seriam utilizadas para armazenar ou contar dinheiro de origem ilícita."
Ausência de valores e crítica à corporação
O comunicado de Tomaz ressaltou expressamente que as diligências realizadas pelos agentes federais no imóvel não resultaram na apreensão de qualquer quantia monetária.
Tomaz manifestou perplexidade diante da postura adotada pela corporação, que detém a atribuição legal de fiscalizar a segurança privada no país.
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"Nenhuma quantia foi encontrada no local. Causa perplexidade que a própria Polícia Federal, responsável pela fiscalização do setor de segurança privada, pretenda transformar equipamentos associados a uma atividade lícita em suspeita criminal. Atribuir conotação criminosa a essas instalações, sem qualquer prova, é uma tentativa irresponsável de fabricar suspeitas onde não existem fatos." Investigação envolve Flávio Bolsonaro As apurações da Polícia Federal sobre o hangar e o advogado ocorrem no âmbito de inquéritos que também apuram ligações com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O parlamentar figura entre os alvos investigados pela corporação para esclarecer sua proximidade com Willer Tomaz e transações financeiras ligadas a negócios do grupo. O defensor sustenta que a corporação tenta criar acusações sem respaldo fático durante o cumprimento dos mandados judiciais. A defesa concluiu a manifestação afirmando que considerar as máquinas contadoras e o espaço seguro como indícios de crime representa uma tentativa de fabricar suspeitas no setor empresarial.
