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Bolsonaro é internado para cirurgia de hérnia inguinal bilateral

Ex-presidente iniciou exames nesta quarta-feira após autorização do STF; procedimento ocorre no dia 25

Por Redação
REDAÇÃO

24/12/2025 • 12:56 • Atualizado em 24/12/2025 • 12:56

Bolsonaro em prisão domiciliar

Bolsonaro em prisão domiciliar

Adriano Machado/Reuters

O ex-presidente Jair Bolsonaro chegou ao Hospital DF Star, em Brasília, por volta das 9h30 desta quarta-feira (24), para dar início ao processo de internação e aos exames preparatórios para a cirurgia de hérnia inguinal bilateral, marcada para a manhã desta quinta-feira (25).

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Bolsonaro foi escoltado pela Polícia Federal, responsável por coordenar a logística da internação junto à direção do hospital. A PF também ficará encarregada da segurança do ex-presidente durante todo o período de permanência na unidade hospitalar.

De acordo com informações apuradas pela Band, a cirurgia está prevista para ocorrer por volta das 8h da manhã de quinta-feira. O procedimento foi autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, que determinou as condições da internação e da vigilância.

Segundo o cirurgião-geral Claudio Birolini, responsável pela operação, trata-se de um procedimento considerado padronizado e de menor complexidade. Apesar de todo ato cirúrgico envolver riscos, o médico afirmou que a herniorrafia inguinal é amplamente realizada e apresenta baixo índice de complicações.

Birolini explicou que, diferentemente de intervenções anteriores enfrentadas por Bolsonaro, a cirurgia atual é eletiva e planejada, sem caráter emergencial. O médico comparou o procedimento com cirurgias realizadas após o atentado sofrido em 2018, classificadas como mais complexas devido ao quadro clínico da época.

A decisão judicial autorizou que Bolsonaro deixasse a Superintendência da Polícia Federal, onde está preso, para realizar a internação hospitalar. A transferência ocorreu ainda na manhã desta quarta-feira, sob escolta policial.

Durante a internação, haverá vigilância 24 horas por dia, com pelo menos dois agentes da Polícia Federal posicionados na porta do quarto. Também foi determinada a proibição da entrada de computadores, telefones celulares ou qualquer outro dispositivo eletrônico no local.

Quanto às visitas, apenas a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro está autorizada a acompanhar o ex-presidente durante a internação. A defesa havia solicitado autorização para que Carlos e Flávio Bolsonaro também pudessem estar presentes, mas o pedido foi negado. Eventuais visitas adicionais dependerão de autorização judicial específica.

Após a cirurgia, a equipe médica deve divulgar informações sobre o estado de saúde de Jair Bolsonaro e sobre o tempo previsto de recuperação hospitalar. O caso segue acompanhado pelas autoridades e pela imprensa.