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Câmara acelera PEC que prevê fim da escala 6x1 no trabalho

Manobra regimental antecipa votação na CCJ e intensifica debate sobre jornada de trabalho

Por Redação
REDAÇÃO

17/04/2026 • 14:54 • Atualizado em 17/04/2026 • 14:54

Escala 6x1

Escala 6x1

Tânia Rêgo/Agência Brasil

A tramitação da proposta que prevê o fim da escala de trabalho seis por um ganhou força na Câmara dos Deputados após uma manobra para acelerar a análise do texto. A proposta de emenda à Constituição (PEC) avançou na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) após a realização de uma sessão destinada a encurtar o prazo de vista solicitado pela oposição.

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Pelo regimento interno, o pedido de vista concede mais tempo para análise, mas a realização de sessões plenárias permite contabilizar esse prazo de forma mais rápida. Com isso, o texto está liberado para votação na comissão, prevista para o próximo dia 22 de abril.

Proposta prevê mudança na jornada de trabalho

A PEC propõe alterações na jornada semanal, com redução da carga de 44 para 40 horas e a garantia de dois dias de descanso. A medida, na prática, eliminaria o modelo atual de seis dias de trabalho para um de folga.

Por se tratar de uma mudança constitucional, a proposta precisa ser aprovada em dois turnos tanto na Câmara quanto no Senado, o que exige amplo apoio político e torna a tramitação mais complexa.

Governo tenta alternativa mais rápida

Paralelamente, o governo federal tenta viabilizar a mudança por meio de um projeto de lei, que teria tramitação mais simples e exigiria menos votos. A estratégia busca acelerar a implementação da medida.

No entanto, a proposta enfrenta resistência dentro da própria Câmara. O presidente da Casa, Hugo Motta, tem defendido que o tema seja tratado por meio de emenda constitucional, argumentando que isso traria maior segurança jurídica.

Debate envolve impactos econômicos

O avanço da proposta intensifica o debate entre representantes de trabalhadores e do setor produtivo. Entidades como a Confederação Nacional da Indústria apontam preocupação com possíveis impactos na geração de empregos e na economia.

A discussão deve ganhar novos contornos na comissão especial que será criada após a análise na CCJ, onde diferentes setores poderão apresentar argumentos e sugestões ao texto.

Votação pode ocorrer ainda no primeiro semestre

A expectativa é que a proposta avance nas próximas etapas e seja levada ao plenário da Câmara ainda no primeiro semestre. A meta de parte dos parlamentares é concluir a votação até meados do ano, em meio ao calendário político.

O tema deve seguir como um dos principais pontos de debate em Brasília nas próximas semanas, com impacto direto nas relações de trabalho no país.