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Caminhoneiros ameaçam greve se MP do frete não for votada até 16 de julho

Sem previsão de votação no Senado, medida provisória que pune descumprimento de frete mínimo pode perder a validade na próxima semana.

Da redação
DA REDAÇÃO

10/07/2026 • 09:14 • Atualizado em 10/07/2026 • 09:30

Resumo

A paralisação das votações no Congresso Nacional causa insatisfação nos setores produtivos, e trabalhadores rodoviários ameaçam greve nacional caso a Medida Provisória do frete não seja votada até 16 de julho, data em que a validade jurídica da medida se encerra.

A legislação editada em março determina o registro obrigatório de operações de transporte rodoviário de cargas por código identificador e prevê sanções para empresas e transportadores que descumprirem os pisos mínimos do frete fixados pela ANTT.

A tramitação da medida provisória enfrenta entraves devido ao impasse político, ao recesso parlamentar e ao calendário eleitoral de 2026, dificultando o avanço de pautas prioritárias como a PEC da Segurança Pública, a PEC do fim da escala 6x1 e a indicação para o Supremo Tribunal Federal.

A falta de perspectiva para a votação de projetos no Congresso Nacional tem acirrado os ânimos de setores produtivos em todo o país.

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Lideranças e representantes dos trabalhadores rodoviários ameaçam iniciar uma paralisação nacional caso a Medida Provisória (MP) do frete não seja votada no plenário do Senado Federal até o próximo dia 16 de julho.

Editada pelo governo federal em março deste ano com o intuito de robustecer o cumprimento da política de pisos mínimos do frete rodoviário, a medida provisória perderá definitivamente sua validade jurídica caso não seja deliberada até a data estipulada.

Regras de fiscalização e sanções previstas no texto

A legislação editada em março tem como principal objetivo assegurar que os pisos mínimos estabelecidos para o transporte rodoviário de cargas sejam devidamente respeitados.

Para tanto, o texto determina a obrigatoriedade do registro de todas as operações de transporte de cargas por meio de um código identificador específico para cada operação de transporte.

Adicionalmente, a matéria cria dispositivos legais punitivos direcionados a empresas e transportadores que contratarem fretes em patamares inferiores aos mínimos regulamentados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Paralisia legislativa e recesso parlamentar

A tramitação da medida provisória enfrenta dificuldades no Parlamento devido ao atual impasse político.

Recentemente, o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, optou por cancelar a sessão destinada à análise de vetos presidenciais em decorrência da falta de consenso político entre os parlamentares.

Com a proximidade do recesso parlamentar, previsto para começar já na próxima semana e com encerramento programado para o final de julho, a avaliação geral é de que o Congresso não votará nenhuma pauta de relevância nos próximos dias, aumentando o risco de caducidade da medida de interesse dos caminhoneiros.

Estreitamento de prazos decorrente do calendário eleitoral

O cenário para as semanas posteriores ao recesso apresenta ainda mais complexidades devido ao calendário eleitoral de 2026.

Com o início oficial das campanhas eleitorais na segunda quinzena de agosto, os parlamentares tradicionalmente se concentram nas agendas locais de suas respectivas bases, o que prejudica a presença física em Brasília e o andamento das discussões técnicas.

Estão previstas apenas algumas semanas de esforço concentrado tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado para tentar limpar a pauta de votações pendentes, embora não haja expectativa de avanço rápido em matérias consideradas prioritárias.

Pautas prioritárias encontram entraves no Congresso

A letargia legislativa atinge diretamente propostas de grande interesse social e institucional que seguem sem avanço significativo.

Entre as pautas que sofrem com as restrições de tempo e o foco eleitoral estão a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública e a PEC que prevê o fim da escala de trabalho seis por um (6x1).

Além disso, permanece travada a análise de indicação para o preenchimento da cadeira de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), vaga decorrente da aposentaria de Luís Roberto Barroso ocorrida no ano passado, o que mantém a corte constitucional funcionando com um ministro a menos desde então.

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