
Lula
REUTERS/Adriano Machado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo federal pretende zerar a fila de espera do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) até setembro. A meta foi destacada durante um evento oficial em Brasília e faz parte da estratégia do governo para acelerar a análise de benefícios previdenciários e assistenciais.
Segundo dados do Ministério da Previdência Social, a fila de requerimentos está no menor nível dos últimos 17 meses. Atualmente, o estoque de pedidos aguardando análise é de cerca de 2,2 milhões. Em fevereiro deste ano, o número chegava a 3,1 milhões de solicitações.
De acordo com a pasta, a redução foi de aproximadamente 29% em apenas três meses. O resultado é atribuído a medidas adotadas para aumentar a capacidade de análise dos processos e melhorar a gestão interna do instituto.
Entenda a estratégia do governo para reduzir a fila do INSS
Um dos principais movimentos realizados pelo governo foi a troca no comando do INSS. Em abril, a servidora de carreira Ana Cristina Viana Silveira assumiu a presidência da autarquia no lugar de Gilberto Waller.
Durante evento relacionado ao programa Imóvel da Gente, Lula afirmou que a nova presidente assumiu o compromisso de eliminar a fila de espera considerada excessiva para a concessão de benefícios.
A aposta do governo é que a mudança de gestão permita ampliar a eficiência administrativa e acelerar a análise dos requerimentos acumulados nos últimos meses.
O que significa "zerar a fila"
Apesar da promessa de zerar a fila, o Ministério da Previdência esclarece que o objetivo não é eliminar completamente todos os pedidos em análise.
Na prática, a meta é acabar com os requerimentos que ultrapassam o prazo considerado adequado para atendimento. Segundo a pasta, serão considerados eliminados os processos que estiverem aguardando resposta há mais de 45 dias.
Dessa forma, o sistema continuará recebendo novas solicitações normalmente, mas a intenção é manter os pedidos dentro de um prazo de análise considerado aceitável.
Desafio é manter ritmo diante de novos pedidos
O principal desafio para atingir a meta está no grande volume de solicitações que chegam mensalmente ao instituto. Em média, o INSS recebe cerca de 1,3 milhão de novos pedidos de benefícios todos os meses.
Isso significa que, além de reduzir o estoque acumulado, o órgão precisa analisar rapidamente as novas demandas para evitar a formação de uma nova fila.
Entre os benefícios mais solicitados estão aposentadorias, pensões por morte, auxílio por incapacidade temporária, Benefício de Prestação Continuada (BPC) e outros programas previdenciários e assistenciais.
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