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Decisões do STF voltam a impactar andamento da CPMI do INSS

Convocações frustradas, depoimentos limitados e disputas judiciais marcam nova fase da investigação sobre fraudes bilionárias em benefícios previdenciários.

Por Redação
REDAÇÃO

24/02/2026 • 11:00 • Atualizado em 24/02/2026 • 11:00

INSS

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Rafael Carvalho/Governo Federal

´A expectativa da comissão era ouvir o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, mas ele foi liberado de comparecer por decisão judicial. Sem o depoimento, a CPMI ouviu Ingrid Pinkstank Moraes Santos, ligada a investigados no esquema, que negou participação direta e atribuiu responsabilidades ao marido.

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O caso envolve suspeitas de desvios bilionários de aposentadorias e pensões do INSS, com ramificações políticas e financeiras. Parlamentares afirmam que decisões do STF têm limitado convocações, autorizado silêncio de depoentes e dificultado medidas investigativas. Entre elas, despachos dos ministros Cristiano Zanin e Dias Toffoli, que interferiram em procedimentos da comissão em diferentes momentos.

Por outro lado, o ministro André Mendonça autorizou o envio de dados antes restritos à CPMI, ampliando o acesso dos parlamentares às informações sigilosas. O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar, defende a prorrogação dos trabalhos para aprofundar a análise do material.

Mesmo diante das disputas entre Judiciário e Legislativo, a CPMI segue em funcionamento, mas enfrenta prazo curto: se não houver nova extensão, os parlamentares terão cerca de quatro semanas para concluir o relatório final.