Educadora é afastada após elogiar Hitler e sugerir obra como 'estimulante'
Vídeo vazado de reunião online mostra educadora classificando o ditador nazista como "líder excepcional"; Secretaria da Educação abriu apuração interna sobre o caso.

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (SEDUC-SP) afastou de suas funções uma dirigente regional de ensino após o vazamento de um vídeo de uma reunião online com diretores de escolas. Nas gravações, a educadora fez elogios a Adolf Hitler, classificando o livro Mein Kampf ("Minha Luta") como uma leitura "estimulante" e definindo o ditador nazista como um "líder excepcional".
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Detalhes das Declarações e Posição das Autoridades
Na reunião realizada em 12 de agosto com gestores escolares, a dirigente defendeu a leitura de biografias de figuras como Benito Mussolini e Adolf Hitler. A educadora chegou a afirmar que, se o nome de Hitler fosse omitido da obra Mein Kampf, o texto "convence países e jovens" até os dias de hoje pela sua capacidade de liderança.
Durante a transmissão do encontro virtual, nenhum dos diretores e gestores presentes refutou ou questionou as declarações da dirigente sobre os regimes totalitários do século XX.
A SEDUC-SP informou a instauração de um processo administrativo disciplinar para apurar a conduta da servidora. Em nota oficial, a pasta declarou que "não compactua com manifestações que contrariem os princípios e valores da educação pública".
