Espanha bicampeã: Festa tem entrega de taça, vaias a Trump e choro de Messi
Em final marcada por gol decisivo no tempo extra, adeus emocionado de Lionel Messi e polêmica com Donald Trump no pódio, a Fúria domina os sul-americanos e garante a taça da Copa do Mundo de 2026.

A Espanha é a grande campeã do mundo em 2026. Em uma decisão de alta voltagem no Estádio MetLife, em Nova Jérsei, a seleção comandada por Luis de la Fuente bateu a Argentina por 1 a 0 na prorrogação. Mostrando a tradicional escola de valorização da posse de bola e paciência tática, a Fúria controlou as ações durante a maior parte dos 90 minutos e contou com uma partidaça do volante Rodri para anular completamente o setor ofensivo dos sul-americanos, que só conseguiram esboçar uma reação tardia nos instantes finais do tempo extra.
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O adeus de Lionel Messi
Se de um lado a Espanha celebra um futuro promissor com atletas jovens já consolidados, a Argentina se depara com o fim de um ciclo de ouro. Muito isolado e sofrendo para criar jogadas contra a marcação europeia, Lionel Messi viveu uma tarde de enorme frustração. Após o apito final, as câmeras do estádio registraram o choro copioso do camisa 10, com a medalha de prata no peito, em um clima que misturou a dor do vice-campeonato com um tom claro de despedida oficial dos Mundiais. Apesar da derrota, os mais de 35 mil torcedores argentinos presentes aplaudiram de pé a trajetória do craque e o trabalho de Lionel Scaloni.
Premiações e o clima de tensão no pódio
A cerimônia de encerramento começou com a entrada histórica do ex-zagueiro Sergio Ramos carregando a taça, mas o protocolo oficial foi marcado por vaias do público direcionadas ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, e ao presidente estadunidense, Donald Trump.
Nos prêmios individuais, a Espanha dominou os holofotes:
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Luva de Ouro (Melhor Goleiro): Unai Simón, vazado apenas uma vez em todo o torneio.
Melhor Jogador Jovem: O zagueiro Pau Cubarsí, apontado como um dos pilares do futuro espanhol.
Bola de Ouro (Melhor Jogador da Copa): O capitão Rodri, consagrado antes de erguer o troféu de campeão.
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A entrega das medalhas também trouxe o aguardado posicionamento do atacante Borja Iglesias. Crítico público dos preços abusivos dos ingressos da decisão — que chegaram a superar a marca de R$ 250 mil —, o jogador espanhol teve uma interação fria e rápida no palco, evitando segurar as mãos das autoridades políticas. No encerramento da festa, os jogadores argentinos optaram por não permanecer no gramado para a comemoração rival e se dirigiram aos vestiários sob os aplausos protetores de sua torcida.
