
Paulo Henrique Costa
Reprodução
Brasília inicia a semana com alta expectativa em torno do desfecho da prisão de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB). O Supremo Tribunal Federal (STF) deve decidir nos próximos dias se mantém ou revoga a prisão preventiva do executivo, detido na penitenciária da Papuda desde a última quinta-feira, no âmbito de uma nova fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.
A investigação apura supostas irregularidades em negociações para a compra de carteiras de crédito do Banco Master pelo BRB, que teriam sido autorizadas por diversas áreas técnicas da instituição sob a liderança de Costa.
Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo, Paulo Henrique Costa já demonstrava preocupação com a possibilidade de ser preso e vinha se preparando para prestar um novo depoimento aos investigadores. Em conversas, ele teria afirmado que não tinha o que delatar por se considerar "apenas uma peça de uma engrenagem maior", mas manifestava disposição em colaborar com o avanço do inquérito.
Um dos detalhes mais surpreendentes revelados é que o executivo estaria desenvolvendo um programa de inteligência artificial com o objetivo de organizar e localizar, por temas e personagens, todo o histórico de mensagens em seu celular. O arquivo de conversas via WhatsApp incluiria desde contatos com diretores do Banco Central até trocas de mensagens com Daniel Borcaro, proprietário do Banco Master, e com o ex-governador do Distrito Federal, Ibanez Rocha.
A Polícia Federal tem a expectativa de que Paulo Henrique Costa firme um acordo de delação premiada, embora não haja previsão de que isso ocorra de forma imediata. A colaboração poderia esclarecer o funcionamento do suposto esquema e o papel de cada um dos envolvidos nas negociações suspeitas.
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