Rádio Bandeirantes
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Executiva da F-Sports analisa o futuro do futebol feminino rumo à Copa 2027

Em entrevista à Bandeirantes, Mônica Esperidião aborda a profissionalização da modalidade, o aumento de marcas patrocinadoras e o papel da liderança feminina no esporte.

Da redação
DA REDAÇÃO

01/08/2026 • 22:23 • Atualizado em 01/08/2026 • 22:58

À medida que o Brasil se aproxima da realização da Copa do Mundo Feminina em 2027, o mercado publicitário e a gestão esportiva passam por uma transformação estrutural. Em entrevista concedida à Bandeirantes, Mônica Esperidião, CSO da F-Sports — agência detentora da exclusividade dos direitos comerciais do futebol feminino da CBF até 2029 —, analisou os avanços, oportunidades e gargalos do setor no país.

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Com vasta trajetória na indústria esportiva, a executiva ressaltou como o aumento da presença de mulheres em cargos diretivos em entidades como Fifa, Uefa e CBF tem acelerado o desenvolvimento da modalidade. Além disso, destacou o impacto do planejamento de longo prazo na atração de marcas e no fortalecimento das categorias de base.

Estruturação de calendário e atração de patrocínios

Um dos pontos centrais abordados durante o bate-papo foi a consolidação de um calendário previsível para as competições nacionais, incluindo o Campeonato Brasileiro, a Copa do Brasil e a Supercopa Feminina. Essa organização tem permitido a construção de entregas comerciais mais completas para o mercado.

Adesão de marcas em ascensão: Apenas nas primeiras semanas após o término do Mundial masculino, a F-Sports fechou com três novas marcas para as competições femininas nacionais, somando-se a outros cinco parceiros consolidados no início do ciclo.

Projetos de infraestrutura: A executiva destacou os investimentos recentes realizados por clubes brasileiros, como os centros de treinamento dedicados exclusivamente às equipes femininas do Palmeiras, em Vinhedo, e da Ferroviária, em Araraquara.

Valorização dos ativos: Mônica frisou que o futebol feminino deixou de ser encarado sob a ótica da responsabilidade social para se consolidar como um investimento comercial de alto retorno e engajamento.

Liderança feminina e o engajamento do público

A presença de lideranças como Cris Gambaré na coordenação de seleções da CBF e a atuação de gestoras e treinadoras nos clubes foram apontadas como pilares fundamentais para transformar a cultura esportiva no Brasil.

Além disso, a executiva reforçou a importância da adequação dos horários de transmissão e de um maior espaço na imprensa para debates táticos e de negócios, permitindo que a modalidade crie novos hábitos de consumo junto aos torcedores e amplie sua base de fãs em todo o país.