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REUTERS/Jonathan Ernst
A economia brasileira enfrenta um cenário de pressão causado pela combinação de juros elevados, endividamento das famílias e instabilidade no ambiente internacional. A avaliação é da economista e professora da Fundação Getulio Vargas (FGV), Carla Beni, em entrevista ao Jornal Gente.
Segundo a especialista, o impacto das taxas de juros no Brasil segue sendo um dos principais fatores de restrição ao consumo e ao crédito, com reflexos diretos na vida financeira das famílias. Ela destaca que o crédito rotativo do cartão de crédito permanece em níveis muito elevados, o que contribui para o aumento do endividamento.
Durante a entrevista, Carla Beni também ressaltou que o comportamento de consumo da população brasileira está fortemente ligado ao parcelamento e a uma cultura de curto prazo, o que dificulta o planejamento financeiro e a formação de poupança.
A economista afirmou ainda que a educação financeira já está presente no ambiente escolar, mas que mudanças culturais mais amplas são necessárias para reduzir o nível de endividamento das famílias e melhorar a relação da população com o dinheiro.
No cenário externo, a especialista apontou que fatores internacionais, como a volatilidade do preço do petróleo e tensões geopolíticas, seguem influenciando a economia brasileira, especialmente por meio do câmbio e da inflação.
A recente oscilação da cotação do dólar no mercado internacional está relacionada, segundo análise da economista e professora da Fundação Getulio Vargas (FGV), Carla Beni, à percepção de instabilidade política e à falta de credibilidade do governo norte-americano.
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