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Governo Lula lança crédito para reduzir impactos do tarifaço

Nova etapa do programa Brasil Soberano prevê financiamento com juros reduzidos para setores mais impactados pelas tarifas norte-americanas, enquanto governo mantém negociações e descarta, por ora, aplicar a lei da reciprocidade.

Por Redação
REDAÇÃO

23/07/2026 • 11:35 • Atualizado em 23/07/2026 • 11:35

O governo federal anunciou uma nova linha de crédito de R$ 18,5 bilhões para apoiar empresas brasileiras afetadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos. Os recursos fazem parte da terceira fase do programa Brasil Soberano e serão destinados, principalmente, aos setores de máquinas e equipamentos, calçados, pescados, aço, alumínio, madeira e indústria química. As regras de acesso ao financiamento ainda serão detalhadas pelo BNDES.

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Segundo o governo, a medida busca preservar a atividade econômica e os empregos nos segmentos mais atingidos pelo chamado "tarifaço" norte-americano. O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que as negociações com os Estados Unidos continuam e destacou que as linhas de crédito terão condições mais favoráveis para estimular investimentos e minimizar os impactos das restrições comerciais.

Representantes da indústria afirmam que os efeitos das tarifas já vêm sendo sentidos desde o primeiro ciclo das medidas adotadas pelos Estados Unidos. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), as exportações do setor para o mercado norte-americano caíram de cerca de US$ 2,2 bilhões para US$ 1,8 bilhão após o início das sobretaxas.

Apesar de o Brasil contar com a Lei da Reciprocidade, que permite a adoção de medidas semelhantes contra países que imponham barreiras comerciais, o governo avalia que uma retaliação neste momento poderia elevar custos para empresas brasileiras que dependem de insumos e equipamentos importados dos Estados Unidos. Por isso, a estratégia segue concentrada na negociação diplomática.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou que o governo permanecerá aberto ao diálogo, mas ressaltou que o país buscará diversificar mercados caso as exportações para os Estados Unidos continuem sendo prejudicadas. A expectativa é de que as tratativas avancem nas próximas semanas, enquanto o governo implementa medidas para reduzir os impactos econômicos sobre a indústria nacional.