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Mortes no trânsito sobem no primeiro semestre de 2026

Dados oficiais revelam aumento na mortalidade no trânsito da capital, com o setor de motocicletas concentrando a maior parte das vítimas fatais.

Da redação
DA REDAÇÃO

16/07/2026 • 13:18 • Atualizado em 16/07/2026 • 13:18

A cidade de São Paulo registrou 489 mortes no trânsito durante o primeiro semestre de 2026, um crescimento de 1,2% em comparação ao mesmo período de 2025. O cenário é marcado pela vulnerabilidade dos motociclistas, que representam quase metade dos óbitos na capital.

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Principais dados do primeiro semestre de 2026:

Motociclistas: 238 mortes, um aumento de 8% em relação ao ano anterior.

Pedestres: 190 óbitos registrados.

Ocupantes de automóveis: 38 mortes, apresentando uma redução de 22%.

Impasses na gestão e fiscalização

A Prefeitura de São Paulo tem enfrentado desafios para reduzir esses índices, com entraves tanto em projetos de infraestrutura quanto na regulação de novos serviços:

Faixa Azul: O projeto piloto, que conta hoje com 233 km na cidade, está com sua expansão travada há um ano. A Prefeitura aguarda autorização do governo federal (Senatran) para ampliar a quilometragem, uma vez que o modelo ainda não foi incorporado definitivamente ao Código de Trânsito Brasileiro.

Transporte por moto (Moto por aplicativo): A disputa judicial e administrativa continua. Nesta semana, a Prefeitura negou o pedido da Uber para operar o serviço na capital. A administração municipal alegou que a empresa não apresentou a documentação que comprova a contratação de seguro de acidentes pessoais, conforme exigido pela legislação municipal aprovada pela Câmara. A Uber, por outro lado, classificou a decisão como uma tentativa de barrar o serviço, afirmando que a documentação apresentada já havia sido validada anteriormente. A empresa 99, por sua vez, desistiu de oferecer o transporte de passageiros em motos em São Paulo, concentrando-se apenas em entregas.

Em nota, a Prefeitura afirma que a segurança viária é um trabalho contínuo, citando a implementação de mais de 10 mil novas faixas de pedestres desde 2021 como uma das ações voltadas à proteção dos usuários mais vulneráveis das vias