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Mortes por metanol expõem falhas na fiscalização e ampliam crise das bebidas adulteradas em SP

Metanol em bebidas causa mortes e interdições em São Paulo

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07/10/2025 14:32 • Atualizado há 383 dias

Mortes por metanol expõem falhas na fiscalização e ampliam crise das bebidas adulteradas em SP

A crise provocada pela contaminação de bebidas com metanol já causa impacto nacional. A terceira morte por intoxicação foi confirmada pela Secretaria de Saúde de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, elevando para 16 o total de casos confirmados no país — sendo 15 apenas em São Paulo, que concentra 82% das ocorrências. A vítima, Bruna Araújo de Souza, de 30 anos, morreu após consumir um drink com vodka em um bar da cidade.

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De acordo com a repórter Maju Arruda Leite, o governo paulista intensificou a fiscalização em bares, restaurantes e distribuidoras, interditando 11 estabelecimentos e apreendendo cerca de 7 mil garrafas suspeitas. A Polícia Técnico-Científica confirmou a presença de metanol em bebidas de duas distribuidoras, que já foram lacradas.

Em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, o governador Tarcísio de Freitas afirmou que o Estado não descarta nenhuma hipótese. Segundo ele, a contaminação pode ter ocorrido durante o processo de reutilização de garrafas originais, quando falsificadores usariam metanol por engano na higienização. “À medida que avançamos na fiscalização, vemos que há grupos diferentes, sem ligação entre si. Precisamos entender a extensão dessa contaminação”, afirmou Tarcísio.

O caso reacende o debate sobre a pirataria e a falta de controle no mercado de bebidas alcoólicas. Além das perdas econômicas, especialistas apontam para o risco de o crime ser enquadrado como envenenamento doloso, dada a gravidade dos efeitos do metanol. Enquanto as investigações seguem, consumidores e empresários cobram respostas rápidas e coordenação nacional para evitar novas mortes.

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