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Operação Narcoflux mantém funkeiros e influenciadores presos por lavagem

Justiça converte prisão temporária em preventiva após esquema bilionário envolvendo rifas ilegais e bets.

Da redação
DA REDAÇÃO

24/04/2026 • 11:46 • Atualizado em 24/04/2026 • 11:46

MC Poze e MC Ryan SP

MC Poze e MC Ryan SP

Reprodução/Instagram/Divulgação

Resumo

Prisão preventiva mantém investigados detidos

A Justiça Federal determinou a prisão preventiva dos investigados na Operação Narcoflux, incluindo MC Rian SP, MC Pose do Rodo e o influenciador Rafael Souza, por suspeita de lavagem de dinheiro ligada ao crime organizado.

O Superior Tribunal de Justiça havia concedido habeas corpus devido ao fim do prazo da prisão temporária, mas a medida foi suspensa após novo pedido da Polícia Federal para conversão em prisão preventiva.

A Polícia Federal aponta movimentação de cerca de R$ 2 bilhões em dois anos, com uso de empresas de fachada, bens de luxo e criptomoedas, além de ligação com facções criminosas como PCC e Comando Vermelho.

Prisão preventiva mantém investigados detidos

A Justiça Federal determinou a prisão preventiva dos investigados na Operação Narcoflux, que apura um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao crime organizado. A decisão manteve detidos nomes conhecidos, como MC Rian SP, MC Pose do Rodo e o influenciador Rafael Souza, responsável por uma página de fofoca nas redes sociais.

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Os investigados haviam obtido um alvará de soltura após o prazo da prisão temporária expirar, mas a medida não foi efetivada devido a um novo pedido da Polícia Federal.

Habeas corpus e nova decisão judicial

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) havia concedido habeas corpus aos envolvidos, considerando que o prazo de cinco dias da prisão temporária já havia sido ultrapassado. No entanto, a Polícia Federal solicitou a conversão para prisão preventiva.

A Justiça acatou o pedido, sob o argumento de que a liberdade dos investigados poderia comprometer as investigações, incluindo risco de destruição de provas e combinação de depoimentos.

Esquema movimentou bilhões em dois anos

Segundo a Polícia Federal, o grupo investigado movimentou cerca de R$ 2 bilhões em menos de dois anos. O dinheiro teria origem no tráfico de drogas e em atividades ligadas a facções criminosas.

As investigações apontam que o esquema utilizava rifas ilegais, apostas clandestinas e eventos do meio artístico para gerar e ocultar recursos ilícitos.

Uso de empresas e bens de luxo

Ainda de acordo com a apuração, os envolvidos utilizavam empresas de fachada para lavar dinheiro, incluindo estabelecimentos comerciais. Parte dos valores também teria sido convertida em bens de luxo, como imóveis e veículos.

O grupo também investia em criptomoedas, no Brasil e no exterior, além de usar plataformas de pagamento para dar aparência de legalidade às transações.

Ligação com facções criminosas

A Polícia Federal aponta que o esquema teria ligação com organizações criminosas como o PCC e o Comando Vermelho. Essas conexões reforçaram o pedido de prisão preventiva, considerado necessário para garantir o andamento das investigações.

Defesa tenta reverter decisão

Os advogados dos investigados já entraram com novos pedidos de habeas corpus, tentando reverter a prisão preventiva. O caso segue em andamento e pode ter novos desdobramentos nos próximos dias.