Com o contrato atual válido apenas até o dia 31 de julho, a diretoria alvinegra recebeu uma proposta oficial de engenharia financeira elaborada pela Ezze Seguros, patrocinadora do clube, para viabilizar a renovação do atacante holandês.
A informação foi trazida em primeira mão pelo repórter Luis Fabiani durante o programa Resenha Bandeirantes.
A engenharia do negócio
A Ezze Seguros, cujo vínculo de patrocínio com o Corinthians também se encerra no meio do ano, apresentou uma oferta de renovação para o espaço que ocupa no uniforme. Ligada a essa negociação, a empresa costurou um acordo direto com o jogador para que ele se torne sócio de um novo produto da marca, batizado de Ezze Seguro A10.
Com essa participação societária e os ganhos comerciais atrelados à empresa, a patrocinadora cobriria a diferença financeira entre a proposta teto oferecida pelo Corinthians e os valores pedidos pelo estafe de Memphis.
Para acertar os detalhes, o CEO da seguradora viajou até Ibiza, na Espanha, onde o jogador cumpre período de férias após a Copa do Mundo. O atacante já deu o aval para o modelo de negócio, restando apenas a sinalização positiva do clube paulista.
O dilema da diretoria e a corrida contra o tempo
Apesar de o modelo aliviar a folha salarial, o Corinthians avalia o cenário com cautela. A proposta da Ezze Seguros não prevê reajuste nos valores que a empresa paga ao clube pelo espaço na camisa, o que gera ponderações internas.
Porém, o fator decisivo para a pressa é o regulamento de transferências. Como o contrato de Memphis se encerra em 31 de julho, o Corinthians só consegue estender o vínculo se fechar o acordo antes dessa data limite. Caso o contrato expire, qualquer novo acerto será considerado uma nova contratação — o que impediria o registro do atleta devido aos transfer bans aplicados pela Fifa contra o clube.
Já o holandês tem sido alvo de interesses de outros clubes, como o Tigres, do México, O valor da dívida do Corinthians com o jogador, cerca de R$ 42 milhões, não é alvo da patrocinadora, sendo válida a oferta inicial do clube, que é diluir esse valor durante o novo contrato com o atacante.
Atualmente, o Corinthians enfrenta sanções financeiras e busca arrecadar cerca de R$ 180 milhões líquidos com a venda de atletas nesta janela para reequilibrar suas finanças.
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