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Super El Niño pode provocar extremos climáticos no Brasil

Fenômeno climático pode ser o mais intenso em 150 anos, com impacto nas chuvas, temperaturas e risco de desastres naturais.

Da redação
DA REDAÇÃO

09/06/2026 • 08:56 • Atualizado em 09/06/2026 • 14:41

El niño

El niño

Gerada por IA

A possibilidade de um Super El Niño em 2026 tem mobilizado especialistas e autoridades diante dos potenciais impactos sobre o clima no Brasil e em diversas partes do mundo. De acordo com modelos climáticos atuais, o fenômeno pode se tornar a quinta ocorrência de grande intensidade registrada nos últimos 150 anos, ampliando os riscos de eventos extremos, como chuvas intensas, ondas de calor e incêndios florestais.

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O El Niño ocorre quando as águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial apresentam temperaturas acima da média. Essa alteração interfere na circulação atmosférica global, modificando padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do planeta.

Segundo especialistas, o cenário projetado para este ano indica uma intensificação significativa do fenômeno, com potencial para superar episódios históricos registrados em 1877, 1982, 1997 e 2016.

Diferença entre El Niño e Super El Niño

O meteorologista e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Márcio Cataldi, explica que o Super El Niño representa uma versão mais intensa do fenômeno tradicional, caracterizada por um aquecimento excepcional das águas do Pacífico.

Essa condição amplia os efeitos climáticos observados normalmente durante episódios de El Niño, provocando alterações mais severas nos regimes de precipitação e temperatura em diversas regiões do mundo.

De acordo com os estudos analisados pelos especialistas, a intensidade prevista para 2026 poderá superar registros anteriores, aumentando as preocupações com seus impactos ambientais e sociais.

Mais chuva no inverno e calor prolongado no fim do ano

As projeções indicam que os meses de junho, julho e o início de agosto deverão apresentar volumes de chuva acima da média em diversas áreas do Brasil.

Além disso, a estação seca poderá começar mais tarde do que o habitual e se estender até o início de dezembro. Durante esse período, as temperaturas tendem a permanecer elevadas, favorecendo condições para a ocorrência de incêndios florestais e agravando situações de estiagem em determinadas regiões.

O comportamento climático esperado preocupa especialmente setores ligados à agricultura, ao abastecimento de água e à gestão de riscos ambientais.

Mudança de fase pode aumentar risco de temporais

Outra preocupação dos especialistas está relacionada à transição do fenômeno. A expectativa é que o Pacífico comece a apresentar resfriamento a partir da segunda quinzena de dezembro.

Historicamente, essa mudança de fase pode favorecer a formação de sistemas meteorológicos capazes de provocar chuvas intensas e persistentes.

Meteorologistas alertam que esse cenário pode elevar o risco de deslizamentos de terra e enchentes, especialmente em áreas urbanas e regiões montanhosas.