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Traficante Dadá foge de operação no Vidigal após cerco policial

Criminoso ligado ao tráfico na Bahia escapou de ação no Rio; operação prendeu integrantes do Comando Vermelho

Por Redação
REDAÇÃO

21/04/2026 • 15:10 • Atualizado em 21/04/2026 • 15:10

Traficante Dadá

Traficante Dadá

Reprodução

O traficante Edinaldo Pereira dos Santos, conhecido como Dadá, conseguiu fugir de uma operação policial realizada no Morro do Vidigal, na zona sul do Rio de Janeiro, durante o feriado de Tiradentes. Apontado como uma das lideranças do crime organizado na região de Caraíva, no litoral da Bahia, ele estava escondido em uma mansão de luxo, onde passava o feriado ao lado da família e de comparsas.

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A presença do criminoso no local foi identificada após trabalho de inteligência das polícias da Bahia e do Rio de Janeiro, que tiveram acesso a imagens confirmando sua estadia no imóvel. A partir dessas informações, foi montada uma operação conjunta para tentar capturá-lo. Apesar do cerco, Dadá conseguiu escapar utilizando uma rota de fuga previamente estruturada.

Segundo as investigações, o traficante já possui histórico criminal e chegou a ser preso anteriormente. Durante o período em que esteve detido, ele teria corrompido autoridades, incluindo a diretora da unidade prisional onde estava custodiado. De acordo com o Ministério Público da Bahia, a fuga do criminoso e de outros detentos foi facilitada mediante pagamento de quantias milionárias.

Mesmo foragido, Dadá segue sendo apontado como responsável por comandar o tráfico de drogas na região de Caraíva. A operação realizada no Vidigal, embora não tenha resultado em sua prisão, levou à detenção de outros integrantes do Comando Vermelho, organização criminosa com atuação no Rio de Janeiro.

A ação policial mobilizou equipes especializadas e foi considerada complexa pelas autoridades, especialmente devido às características geográficas e ao domínio territorial exercido por facções criminosas na comunidade. Agentes baianos que acompanharam a operação relataram preocupação com a estrutura e o poder de fogo dos grupos que atuam nos morros cariocas.

Durante a operação, turistas que visitavam o Vidigal ficaram momentaneamente impedidos de deixar o local por conta do confronto. Apesar do susto, não houve registro de feridos. A atuação da polícia foi direcionada ao alvo principal, o que evitou consequências mais graves.