
O ataque dos EUA à Venezuela provocou forte repercussão internacional e levantou preocupações entre líderes europeus sobre a estabilidade da ordem global. Autoridades da União Europeia afirmam que a ação militar cria um precedente perigoso ao permitir que uma potência invada outro país de forma unilateral, agravando tensões já existentes em conflitos como a guerra na Ucrânia.
O ataque dos EUA à Venezuela também foi alvo de críticas de países da América Latina e do Caribe. Em nota conjunta, Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha manifestaram profunda preocupação com os desdobramentos da operação americana e com a captura de Nicolás Maduro. O grupo rechaça ações militares unilaterais em território venezuelano e destaca que a iniciativa contraria princípios fundamentais do direito internacional.
No documento, os países defendem que a crise venezuelana seja resolvida exclusivamente por meios pacíficos, com diálogo, negociação e respeito à vontade do povo. A nota reafirma ainda o compromisso da América Latina e do Caribe como zona de paz, baseada na não intervenção e na solução pacífica de controvérsias.
Além disso, os governos signatários demonstram preocupação com qualquer tentativa de controle externo ou apropriação de recursos naturais e estratégicos da Venezuela. Para líderes europeus, o ataque dos EUA à Venezuela amplia a instabilidade global e reforça o temor de enfraquecimento das normas que regem as relações internacionais.