“Até a morte é suave”, diz Lula ao falar sobre violência contra a mulher

Presidente afirma que o Código Penal não pune com rigor suficiente agressores de mulheres e reacende debate sobre legislação brasileira.

“Até a morte é suave”, diz Lula ao falar sobre violência contra a mulher
Lula diz que “até a morte é suave” ao criticar penas por violência
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agênc

Durante um evento público, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abordou o tema da violência contra a mulher e questionou se o Código Penal brasileiro oferece punições à altura da gravidade desses crimes. Em discurso marcado por forte carga emocional, Lula afirmou que “não existe pena para punir um cara desse, porque até a morte é suave”, ao se referir a agressores de mulheres. A frase do presidente repercutiu amplamente e reacendeu discussões sobre a efetividade das leis existentes.

O pronunciamento ocorreu em um momento de intensa comoção nacional, motivada por casos recentes de violência doméstica e feminicídio, entre eles o episódio envolvendo uma mulher arrastada por um motorista na zona norte de São Paulo.

O presidente questionou abertamente se o Código Penal é suficiente para lidar com crimes dessa natureza. Segundo ele, a legislação brasileira não oferece punições consideradas proporcionais à crueldade envolvida nos casos mais graves de violência contra mulheres. Embora não tenha apresentado propostas específicas, Lula sugeriu que o país precisa repensar seus mecanismos de punição e responsabilização.

O tema segue no centro do debate nacional, especialmente em um período de crescente mobilização social e institucional por políticas de prevenção, proteção e punição mais eficazes.

Tópicos relacionados